O governo do estado do Rio de Janeiro comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (7) que os registros visuais, captados pelas câmeras corporais dos policiais militares envolvidos na Operação Contenção, foram encaminhados à Polícia Federal (PF).
Essa declaração foi remetida ao Tribunal um dia depois de a PF ter contestado o recebimento do material, cuja perícia é de sua responsabilidade.
Em sua manifestação, o governo estadual declarou: "O estado do Rio de Janeiro esclarece que o acervo audiovisual da PMERJ foi regularmente compartilhado com a Polícia Federal, na forma já informada e comprovada nos autos".
Na segunda-feira (6), em um comunicado oficial endereçado ao ministro Alexandre de Moraes, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, havia reportado que a corporação já estava periciando os dados enviados pela Polícia Civil, contudo, as gravações da Polícia Militar ainda não haviam chegado. Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp.
Em março deste ano, o ministro havia ordenado que tanto a Polícia Militar quanto a Polícia Civil encaminhassem à PF todas as imagens da referida operação, que ocorreu no ano anterior e resultou na morte de mais de 120 pessoas.
A investigação acerca da legalidade da ação policial está sendo conduzida no contexto do processo denominado ADPF das Favelas – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635.
Por meio dessa ação, o STF já havia estabelecido uma série de providências visando a diminuição da letalidade em operações realizadas nas comunidades fluminenses.

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