O governador Mateus Simões participou, na noite desta segunda-feira (23/03), de uma audiência de conciliação no Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), em Belo Horizonte. O objetivo da reunião foi destravar o início das obras do Rodoanel da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), cujos recursos estão paralisados devido a impasses judiciais envolvendo o Ministério Público Federal (MPF) e a Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais.
A obra, orçada em R$ 5 bilhões, é considerada o maior projeto de mobilidade do estado e utiliza verbas provenientes do Acordo de Reparação de Brumadinho. O projeto prevê a construção de 100 quilômetros de malha rodoviária, conectando 11 municípios, entre eles Betim, Contagem, Ribeirão das Neves e Santa Luzia.
Impactos na segurança e mobilidade
O governo estadual defende a urgência da liberação para reduzir o fluxo de veículos pesados na área urbana da capital. A estimativa é que o Rodoanel retire cerca de 5 mil caminhões por dia do atual Anel Rodoviário, o que poderia evitar aproximadamente mil acidentes e dezenas de mortes anuais.
Durante a audiência, o governador ressaltou que, caso não haja uma definição célere, o Estado avalia o redirecionamento dos recursos para outros projetos de mobilidade na região metropolitana, como a ampliação do metrô. Atualmente, o montante de R$ 3,07 bilhões aportado pelo Estado e os R$ 2 bilhões previstos pela concessionária vencedora da Parceria Público-Privada (PPP) permanecem sem destinação imediata enquanto aguardam a decisão da Justiça Federal sobre a consulta às comunidades atingidas.
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