O Governo de Minas Gerais assinou, nesta segunda-feira (12/01), em Belo Horizonte, o contrato de concessão do Lote Rodoviário Ouro Preto–Mariana, denominado Via Liberdade. A assinatura contou com a presença do governador Romeu Zema e do vice-governador Mateus Simões e marca um dos maiores projetos de infraestrutura rodoviária em andamento no estado.
O empreendimento é conduzido pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) e tem como objetivo impulsionar a mobilidade, o turismo e o desenvolvimento econômico da região. Durante a cerimônia, o governador destacou a importância da concessão para a atração de investimentos e a melhoria da qualidade de vida da população que utiliza o trecho.
O consórcio Rota da Liberdade, vencedor do leilão realizado em setembro de 2025, na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, será responsável pela gestão de aproximadamente 190 quilômetros de rodovias que conectam a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) ao município de Rio Casca, na Zona da Mata. O início da operação está previsto para ocorrer em até 60 dias após a assinatura do contrato.
Segundo o vice-governador Mateus Simões, a concessão tem papel estratégico para a integração regional, ao fortalecer o acesso à Zona da Mata e consolidar uma das principais rotas turísticas e econômicas do estado. Já o secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno, ressaltou que o projeto representa a superação de desafios técnicos e institucionais e viabiliza benefícios permanentes para milhares de mineiros.
A concessão da Via Liberdade também é uma das primeiras grandes entregas viabilizadas pelo Acordo de Reparação do Rio Doce, firmado em outubro de 2024.
Melhorias no trecho
O projeto prevê a duplicação integral da BR-356 e uma série de intervenções em um dos principais corredores logísticos, econômicos e turísticos de Minas Gerais. O traçado passa por 11 municípios: Nova Lima, Rio Acima, Itabirito, Ouro Preto, Mariana, Acaiaca, Barra Longa, Ponte Nova, Urucânia, Piedade de Ponte Nova e Rio Casca.
Os investimentos estimados chegam a quase R$ 5 bilhões, sendo cerca de R$ 1,7 bilhão provenientes do Acordo de Reparação do Rio Doce. Estão previstas 78,7 quilômetros de duplicações, 40,66 quilômetros de terceiras faixas, implantação de acostamentos em toda a extensão do trecho e a construção do Contorno Viário de Cachoeira do Campo, com 7,3 quilômetros de pistas duplas.
O contrato também contempla a implantação de um Ponto de Parada e Descanso (PPD) próximo ao distrito de Amarantina, destinado a motoristas profissionais do transporte de cargas e passageiros, além da construção de uma área de escape na descida da Serra da Santa, em Itabirito, para aumentar a segurança viária.
Os usuários das rodovias contarão com assistência 24 horas, incluindo atendimento médico e socorro mecânico. Para a gestão dos serviços, será implantado um centro de controle operacional e três bases de serviços operacionais ao longo do trecho.
A concessão está alinhada às diretrizes da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), com foco na integração entre mobilidade e turismo em rotas de elevado valor histórico e cultural.
Mobilidade e segurança
Com a conclusão das obras, a expectativa é de redução de aproximadamente 40 minutos no tempo de viagem entre Belo Horizonte e Rio Casca. O trajeto entre a capital mineira e Ouro Preto deverá ser reduzido em mais de 20 minutos.
A cobrança de pedágio será iniciada somente após a entrega das intervenções previstas para o primeiro ano do contrato, como melhorias no pavimento e na sinalização viária.
Acordo do Rio Doce
O Acordo de Reparação do Rio Doce foi assinado em outubro de 2024 pelos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, em conjunto com a União, Defensorias Públicas, Ministérios Públicos e as empresas Samarco Mineração S.A., Vale S.A. e BHP Billiton Brasil Ltda.
O rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em novembro de 2015, resultou em 19 mortes e causou impactos sociais, ambientais e econômicos em Minas Gerais e no Espírito Santo. A coordenação das ações de reparação em âmbito estadual é responsabilidade da Superintendência Central de Reparação do Rio Doce, vinculada à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).
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