O senador Flávio Bolsonaro enviou uma defesa escrita à Polícia Federal nesta terça-feira (28) para rebater a acusação de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar optou por não comparecer ao depoimento presencial agendado na investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), prerrogativa garantida por estar na condição de investigado.
O delegado Antônio Carlos Knoll, responsável pelas apurações, confirmou ao ministro relator Alexandre de Moraes que a defesa protocolou o documento por escrito dentro do prazo. A medida atende a um procedimento aberto a pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que busca verificar a possibilidade de retratação por parte do senador.
Origem da acusação de calúnia
O caso teve início após uma publicação realizada pelo parlamentar na rede social X no dia 3 de janeiro, data em que o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos. Na ocasião, o senador declarou que o presidente brasileiro seria delatado e associou o Foro de São Paulo a práticas ilícitas.
Em junho, a Polícia Federal concluiu que a postagem configurou crime de calúnia. No entanto, os advogados de defesa sustentam que a publicação foi interpretada de forma equivocada e que os tipos penais citados no texto não foram atribuídos expressa ou implicitamente ao chefe do Executivo.
A legislação penal prevê que eventual retratação em processos de crimes contra a honra pode isentar o investigado de condenação. Por esse motivo, o relator autorizou o retorno do procedimento à PF para que o senador se manifestasse.

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