Estudantes da Universidade de São Paulo (USP), representados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), comunicaram nesta segunda-feira (8) o término da greve que se estendeu por quase dois meses. A paralisação visava a melhoria das condições de alimentação e moradia, além do aumento das bolsas estudantis.
A assembleia que selou o fim da greve registrou 323 votos favoráveis ao encerramento contra 255 que optaram pela continuidade do movimento. Apesar da decisão coletiva, os cursos da USP têm autonomia para deliberar individualmente sobre a manutenção ou o fim da paralisação em suas respectivas áreas.
Invasão ao prédio da Administração Central
Na mesma noite, um incidente marcou o desfecho da greve: seis jovens foram detidos após invadirem o prédio da Administração Central da USP. A Polícia Militar foi acionada e relatou que os invasores ergueram barricadas, bloqueando o acesso ao edifício.
Durante o confronto, três seguranças sofreram ferimentos. A PM efetuou a prisão dos seis indivíduos, que, segundo as autoridades, portavam fogos de artifício, porretes, rádios comunicadores, um megafone, uma marreta e estilingues. A ação resultou também em danos a equipamentos e mobiliário da universidade.
O DCE da USP negou qualquer envolvimento com a invasão. Um grupo de alunos que se declarou independente e contrário ao fim da greve reivindicou a autoria da ação em um manifesto divulgado nas redes sociais.
Os detidos foram encaminhados ao 7º Distrito Policial, na Lapa, onde prestaram depoimento e foram liberados. O caso foi registrado como lesão corporal grave e dano ao patrimônio público.
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