A busca pelo fim da escala 6x1 representa para muitos brasileiros a possibilidade de conquistar mais tempo para a saúde e a convivência familiar. Adrielle Barbosa de Aquino, de 27 anos, atua como garçonete no Rio de Janeiro e enfrenta essa jornada exaustiva de segunda a sábado.
Desde que ingressou no mercado de trabalho na juventude, ela desconhece a rotina de folgar dois dias por semana. A única pausa ocorre aos domingos, período dedicado a organizar todas as pendências pessoais.
“Nessa escala 6x1, eu só tenho o domingo de folga, né? É o dia que eu tenho para resolver minhas coisas. Um dia para resolver mil coisas e a gente fica perdida. Ainda mais quando a gente é mãe. É pesado!”, relata.
Ausências em dias úteis para consultas médicas dos filhos resultam em descontos salariais, agravando a vulnerabilidade financeira.
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Jornada exaustiva e apoio popular
Milhões de trabalhadores compartilham dessa rotina desgastante. A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 pelo Senado Federal renova as expectativas de descanso e bem-estar.
Pesquisa da Nexus indica que 73% da população apoiam a medida.
Yasmin Nascimento, auxiliar administrativo, reforça que a mudança permitirá melhor aproveitamento do tempo livre para estudos e lazer.
Impacto na vida dos trabalhadores
Cristiane Wandermuren, ajudante de cozinha de 56 anos, lamenta a falta de tempo para os netos e cuidados pessoais devido à folga única semanal.
Histórias semelhantes marcam a trajetória de aposentadas como Maria Antônia de Carvalho, que precisou aguardar o encerramento da vida profissional para desfrutar de descanso adequado.
Regras de transição
A transição prevê a adoção da escala 5x2 e a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas ao longo de 14 meses, garantindo segurança jurídica aos empregados.

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