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O audiovisual da Zona da Mata mineira ganha destaque na abertura doFestival Primeiro Plano2026. Na próxima segunda-feira, 9, três produções com importantes vínculos com a região serão exibidas na sessão inaugural do evento. A exibição que marca o início da programação ocorre às 20h, no Teatro Paschoal Carlos Magno, com recursos de acessibilidade em Libras, audiodescrição e legendas para surdos e ensurdecidos.
Em resumo:
- Festival Primeiro Plano 2026 inicia sua 26ª edição na segunda-feira, 9 de novembro.
- Três produções da Zona da Mata abrem o evento no Teatro Paschoal Carlos Magno.
- Sessão conta com curtas dos estúdios do Polo JF Cine e longa produzido em Cataguases.
A abertura do festival evidencia a diversidade e a capacidade de realização do audiovisual produzido na Zona da Mata. São trabalhos de diferentes formatos e linguagens. Eles demonstram a importância dos investimentos e das políticas públicas de fomento. Também destacam a articulação regional para criar oportunidades para realizadores mineiros no cenário nacional.
Produções do Polo JF Cine na abertura do festival
Os dois curtas-metragens juiz-foranos da noite são resultado das oportunidades de produção oferecidas pelo Polo JF Cine, o Polo Audiovisual de Juiz de Fora instalado na sede da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa).
Os projetos foram contemplados pelo edital de ocupação do estúdio-escola. Esta é uma iniciativa daPrefeitura de Juiz de Fora. A prefeitura disponibiliza gratuitamente a estrutura para realizadores desenvolverem seus trabalhos. A política de cessão de uso busca ampliar o acesso aos meios de produção e fortalecer a cadeia audiovisual local.
Com seis minutos de duração, “O quarto no fim do corredor”, de Júlia Baltar, é uma animação em stop-motion que apresenta a história de uma jovem criatura que, todas as noites, acende as luzes de casa, menos a do corredor que leva ao quarto dos fundos.
Quando uma tempestade atinge a residência, ela precisa enfrentar aquilo que há tempos evita. Já “Casa dos Anjos”, de Vinícius Maia Pereira, tem 24 minutos e acompanha um jovem atormentado que se une a uma gangue de falsificadores de arte sacra na histórica cidade de Mariana, sendo levado a confrontar seus próprios demônios em meio aos olhares das imagens barrocas.
Longa-metragem de Cataguases e a 26ª edição do evento
A terceira produção da sessão é “Ana, en passant”, primeiro longa-metragem de animação dirigido por uma mulher negra no Brasil. Com 90 minutos de duração, o filme de Fernanda Salgado foi produzido em Cataguases por meio do Arranjo Regional do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), da Agência Nacional do Cinema (Ancine), em parceria com o Polo Audiovisual da Zona da Mata.
Na trama, após a morte da avó, Ana se vê à deriva. Ela parte em uma jornada guiada por pistas entre a cartografia urbana e memórias familiares. Ana percorre caminhos de descoberta e reconstrução de identidade ao lado de Alice.
O Festival Primeiro Plano chega à sua 26ª edição. O evento será realizado entre os dias 9 e 15 de novembro. Ele reunirá produções audiovisuais, atividades formativas e encontros entre realizadores e público. O evento consolidou-se nacionalmente como espaço de descoberta de talentos e valorização do cinema independente. Ele contribui para o fortalecimento do audiovisual em Juiz de Fora. Também ajuda no reconhecimento da produção brasileira.
*Com informações oficiais de Prefeitura JF.
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