A equipe de pesquisa do Programa Territórios da Cidadania, que é um projeto do Onu-Habitat em parceria com a Prefeitura de Juiz de Fora, (PJF), esteve nesta quinta-feira, 2, no Bairro Santo Antônio para aplicar o Mapa Rápido Participativo (MRP). Uma metodologia que possibilita a coleta de dados primários sobre as condições dos espaços urbanos.
O projeto em Juiz de Fora é de responsabilidade da Secretaria de Planejamento do Território e Participação Popular (Seppop), que auxilia os grupos com o suporte necessário para a realização dos trabalhos que foram iniciados em março, e terão duração prevista de 12 meses, incluindo o mapa rápido participativo e avaliação do perfil socioeconômico.
O secretário da Seppop, Martvs das Chagas, frequentemente participa das visitas e acredita que “essa é uma pauta importante para nós da Prefeitura, pois trouxemos para a cidade uma parceria inédita que dará frutos imprescindíveis como, por exemplo, a promoção de vida digna a todos. Esse é o objetivo desta administração, transformar vidas e governar para todos”, destaca.
No MRP os agentes que estão em campo observam as condições dos espaços em que a comunidade está inserida, como, por exemplo, se existe fornecimento de energia elétrica, água, moradia, para, assim, estabelecer indicadores para comparar os territórios vulnerabilizados, visando que em cada um deles seja possível determinar a prioridade de investimento, objetivando o planejamento e a boa gestão, investindo em políticas públicas para melhorar a qualidade de vida e superar as desigualdades nestas áreas.
“O trabalho com o MRP tem apresentado um olhar sobre o cotidiano dos bairros de Juiz de Fora, que para além de análises técnicas sobre os territórios, incorpora perspectivas baseadas na vivência dos moradores e na realidade urbana local”, afirma a supervisora de campo, Natália Oliveira.
Em relação a visita ao Bairro Santo Antônio, a supervisora alega terem tido uma ótima receptividade e que as conversas com os moradores, além de amistosas, ajudam a toda a equipe a entender o cotidiano das famílias e suas necessidades reais.
Atualmente, as equipes de pesquisa estão realizando visitas em 139 microterritórios da cidade. São quatro grupos divididos por região, que semanalmente visitam os bairros e realizam as análises.
