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Entenda como a privacidade de dados é fundamental para o setor de data centers

Apesar de não atuarem diretamente no processamento de informações de usuários, cabe aos data centers garantirem a segurança física dos ambientes

Geraldo Gomes
Por Geraldo Gomes
Entenda como a privacidade de dados é fundamental para o setor de data centers
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A tecnologia permite que as pessoas acessem e forneçam informações de qualquer lugar do mundo. Segundo o IDC (International Data Corporation), o número de dados gerados por dia passa de 2,5 quintilhões de bytes, número esse que com a transformação digital só tende a crescer. Devido a isso, muitos dados pessoais ficam expostos online, correndo riscos de serem acessados para o uso indevido, o que fez ser necessário criar uma lei (LGPD) para o cumprimento da segurança destas informações, tornando a privacidade de dados primordial para que as empresas operem dentro da lei. Esses ambientes devem estar preparados para ajudar a atender às regulamentações e demandas de clientes por segurança, privacidade e proteção de dados.  

“É fundamental prezar pela segurança do local, com controles e verificação de acesso. Já sobre a proteção de danos virtuais, é importante dispor de tecnologias de segurança, como a criptografia de dados, firewalls e programas antimalware, que tornam a intercepção de informação mais difícil”, comenta a Diretora Jurídica da ODATA, Erika Patara. Apesar de não atuar diretamente no processamento de dados dos usuários e de não exercer a responsabilidade sobre tais informações, cabe aos data centers, garantirem a proteção física dos ambientes para que a gestão das informações seja segura, o que torna a privacidade de dados uma das prioridades do setor.  

A família de normas ISO 27.000 define o padrão mundial para a gestão da segurança da informação em ambientes de TI e figura como uma das mais modernas ferramentas para o atendimento de regulamentação de proteção de dados (LGPD e GDPR). Portanto, uma outra forma de proteção usada pelo setor é investir em certificações internacionais de segurança de dados, como a ISO 27000 e a PCI DSS. “Uma boa forma de promover a proteção física neste setor é alinhá-lo a padrões internacionais de segurança de dados. Tais certificações estabelecem processos capazes de manter uma política de cibersegurança mais confiável”, explica Patara.  

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Além de precisar atender aos requisitos legais, as empresas devem ter em mente que proteger as informações dos clientes é estabelecer uma relação de confiança com eles. Por isso, a qualidade do data center onde serão preservados os dados é tão importante quanto. Aspectos como a proteção contra danos, a localização, a redundância e a verificação de acesso são o arco principal da privacidade de dados no mercado de data centers. A Diretora Jurídica da ODATA ainda destaca alguns requisitos fundamentais para assegurar as condições de segurança de dados para o setor:  

  • Mapeamento de quais dados são tratados, por quais áreas e com qual finalidade;  
  • Atualização de softwares e sistemas de controle de hardware;  
  • Monitoramento frequente de recursos;  
  • Política de controle de acesso físico e online;  
  • Divulgação e treinamento dos colaboradores com relação às boas práticas de TI;  
  • Garantia de que a informação, mesmo manipulada, mantenha seu conteúdo e suas características originais;  
  • Disponibilidade, ao manter a informação sempre disponível para uso legítimo.  

Tendências de privacidade de dados até 2024 

De acordo com o Gartner, até o final de 2024, 75% da população mundial terá seus dados pessoais cobertos por modernos regulamentos de privacidade. Com a expansão dos esforços de regulamentação de privacidade em dezenas de jurisdições nos próximos dois anos, muitas organizações verão a necessidade de lançar – ou mesmo de aprimorar – seus programas de privacidade de dados. Segundo a mesma pesquisa, o orçamento médio anual de privacidade das grandes organizações deve ultrapassar a cifra de US$ 2,5 milhões até 2024. 

No estudo Top Trends in Privacy Driving Your Business Through 2024, o Gartner afirma que as principais tendências para os próximos dois anos são: 

  1. Remoto se torna “tudo híbrido”: com os modelos de interação no trabalho e na vida pessoal se tornando híbridos, aumenta cada vez mais a necessidade por rastreamento, monitoramento e processamento de dados pessoais. Ou seja, se torna fundamental investir na mitigação dos riscos à privacidade. Desse modo, as organizações devem adotar uma abordagem centrada no ser humano para a privacidade. E os dados de monitoramento devem ser usados minimamente, com um propósito claro, como melhorar a experiência dos funcionários, por exemplo. 
  1. Localização de dados: em uma sociedade digital sem fronteiras, tentar controlar o país onde os dados residem parece contraintuitivo. No entanto, esse controle é um requisito direto ou um subproduto de muitas leis de privacidade emergentes. Os riscos para uma estratégia de negócios multipaíses impulsionam uma nova abordagem para o projeto e aquisição de nuvem em todos os modelos de serviço, pois os líderes de segurança e gerenciamento de risco enfrentam um cenário regulatório desigual com diferentes regiões exigindo diferentes estratégias de localização. Em função disso, o planejamento de localização de dados passará a ser uma prioridade máxima no projeto e aquisição de serviços em nuvem. 
  1. Técnicas de computação que melhoram a privacidade: o processamento de dados em ambientes menos confiáveis, a análise e o compartilhamento de dados com várias partes se tornaram fundamentais para o sucesso de uma organização. Em vez de adotar uma abordagem enrijecida, a crescente complexidade dos mecanismos e arquiteturas de análise exige que os fornecedores incorporem um recurso de privacidade por design. Ao contrário dos controles comuns de segurança de dados em repouso, a computação de aprimoramento de privacidade (PEC) protege os dados em uso. Como resultado, as organizações podem implementar processamento e análise de dados que, antes, eram impossíveis, devido a questões de privacidade ou de segurança. 
  1. UX de privacidade centralizado: o aumento da demanda do consumidor por temas relacionados aos seus direitos, assim como o aumento das expectativas sobre transparência, impulsionará a necessidade de uma experiência de usuário de privacidade (UX) centralizada. Assim, até 2023, o Gartner prevê que 30% das organizações voltadas para o consumidor final passarão a oferecer um portal de transparência de autoatendimento, como forma de conceder a ele a gestão de preferência e consentimento. 
FONTE/CRÉDITOS: Sing Comunicação de Resultado
Geraldo Gomes

Publicado por:

Geraldo Gomes

Fundador, diretor e presidente do Portal de notícias RCWTV. Trabalhou na TVE, TV pública de Juiz de Fora, como diretor de imagem, e depois empreendeu no ramo de eventos evangélicos com a empresa Gospel Videos. Mais tarde fundou a RCWTV, inicialmente...

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