O Dia dos Pais deve movimentar o setor de bares e restaurantes da Zona da Mata Mineira neste ano. Segundo levantamento da Abrasel, 70% dos estabelecimentos que estarão abertos na data esperam registrar aumento no faturamento em comparação com o mesmo período de 2025.
Entre os empresários entrevistados, 53% projetam crescimento de até 20% nas vendas, enquanto 19% acreditam em uma alta superior a esse percentual. A pesquisa também aponta que metade dos empreendedores considera a data relevante para o desempenho dos negócios, sendo que 22% classificam o período como muito importante e 28% como importante.
Data é vista como oportunidade para fortalecer negócios
Para a presidente da Abrasel Zona da Mata, Francele Galil, o Dia dos Pais representa uma oportunidade que vai além do impacto comercial, já que a data tradicionalmente reúne famílias em almoços e encontros fora de casa.
Segundo ela, o período permite que os estabelecimentos fortaleçam o relacionamento com os clientes por meio de atendimento qualificado e experiências positivas.
“O momento é perfeito para se destacar oferecendo atendimento acolhedor, serviço ágil e uma operação impecável. Quando a experiência é positiva, o cliente não degusta apenas uma refeição, mas leva consigo uma lembrança que fica para sempre”, avaliou.
O presidente-executivo da Abrasel Nacional, Paulo Solmucci, também destacou a importância da data para movimentar toda a cadeia do setor de alimentação fora do lar.
Para ele, além de representar uma oportunidade de aumento nas vendas, o Dia dos Pais reforça o papel dos bares e restaurantes como espaços de convivência e celebração.
Setor busca recuperação após desafios financeiros
O otimismo com o Dia dos Pais ocorre em um momento de recuperação para os bares e restaurantes da Zona da Mata Mineira. Pesquisa realizada pela Abrasel entre os dias 20 e 28 de julho mostrou que 43% dos empresários registraram queda no faturamento em junho na comparação com maio.
Outros 19% afirmaram ter mantido o mesmo nível de receita, enquanto 38% relataram aumento no faturamento.
O levantamento também revelou dificuldades relacionadas ao reajuste de preços. Nos últimos 12 meses, 44% dos empresários afirmaram não ter conseguido aumentar os valores cobrados pelos produtos e serviços.
Entre aqueles que fizeram reajustes, 51% realizaram aumentos iguais ou inferiores à inflação, enquanto apenas 5% aplicaram valores acima do índice inflacionário.
Apesar dos obstáculos, a maioria dos negócios mantém as contas em dia. De acordo com a pesquisa, 56% dos estabelecimentos não possuem pagamentos atrasados. Por outro lado, 44% ainda enfrentam algum tipo de pendência financeira.
Entre as principais dívidas estão impostos federais, citados por 59% dos empresários com débitos, empréstimos bancários (36%) e impostos estaduais (33%).
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