Organizações sociais e órgãos governamentais registraram uma alta expressiva nos casos de violência política de gênero durante este mês dedicado à conscientização contra a violência à mulher. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que essas ocorrências saltaram de 15 para 177 processos entre 2022 e 2026.
A data faz referência ao ato histórico de 1980, quando mulheres ocuparam as escadarias do Teatro Municipal de São Paulo. O objetivo era protestar contra a escalada de crimes motivados pelo gênero em território nacional.
No atual cenário das eleições brasileiras, entidades de direitos humanos apontam que campanhas acumularam dezenas de denúncias. Mulheres seguiram como os principais alvos de intimidações e agressões verbais ou físicas.
Impacto desproporcional nas urnas
Mesmo representando apenas uma fração das candidaturas oficiais, as mulheres lideram as estatísticas de alvos em episódios hostis. A Central de Atendimento à Mulher, o Disque 180, registrou 1.564 denúncias específicas entre janeiro e agosto de 2026.
Mulheres negras e pardas concentram a maior fatia das vítimas relatadas nos canais oficiais. O Ministério das Mulheres reforça que o problema reflete estruturas sociais patriarcais profundamente enraizadas na sociedade.
Canais de denúncia
Vítimas e testemunhas podem buscar apoio em diversos órgãos oficiais, incluindo o Ligue 180, a Polícia Federal, o Ministério Público Eleitoral e a Ouvidoria Nacional da Mulher.

RCWTV
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