A escalada das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã colocou o setor produtivo de Minas Gerais em estado de alerta. O foco da crise é o Estreito de Ormuz, canal por onde transita aproximadamente 20% do petróleo mundial. Embora não haja um fechamento formal da rota, o aumento da insegurança na região já reflete na elevação dos seguros de guerra ("war risk") e na cautela de armadores, o que pode encarecer o frete internacional e pressionar os preços dos combustíveis e da energia.
Impacto direto nas exportações e importações de Minas Gerais
O fluxo comercial entre Minas Gerais e os países do Oriente Médio é expressivo e estratégico. Segundo dados do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEMG, entre os anos de 2021 e 2025, o estado registrou US$ 13,85 bilhões em exportações para a região, o que representa 6,7% do total exportado pelos mineiros. A pauta de vendas é concentrada em minério de ferro, açúcar, produtos siderúrgicos e itens do agronegócio, como carnes, café e grãos.
No sentido oposto, Minas importa insumos fundamentais para a sua produção interna, com destaque para enxofre e fertilizantes. A dependência desses materiais torna a economia estadual sensível a qualquer interrupção logística no Golfo Pérsico. No recorte específico do comércio com o Irã, o estado exportou US$ 610,7 milhões no último quinquênio, sendo a soja responsável por 75,4% desse montante.
Logística aérea e custos operacionais sob pressão
Além do transporte marítimo, as rotas aéreas também sofrem os reflexos da crise. Grandes hubs internacionais como Dubai, Doha e Abu Dhabi enfrentam cancelamentos e desvios de rotas, o que encarece o transporte de passageiros e cargas de alto valor. Para o setor industrial, o risco mais imediato é a perda de competitividade devido ao aumento sistemático dos custos de transporte e energia.
O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, destaca que o cenário internacional exige monitoramento constante. Segundo a liderança industrial, o aumento do risco já é uma realidade que afeta contratos de seguros e fretes, impactando diretamente os custos de produção das empresas mineiras. Um fator que pode atenuar a pressão sobre os preços do petróleo é a previsão de aumento na produção da OPEP+, prevista para o mês 04/2026.
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