A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou recentemente um projeto de lei crucial que visa a prevenir a violência contra estudantes com deficiência no ambiente escolar. A medida, que obriga as instituições de ensino a promoverem ações de conscientização e treinamento, representa um avanço significativo na proteção e inclusão desses alunos em todo o país.
O texto aprovado é a versão da relatora, deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), que aprimorou o Projeto de Lei 936/25. A proposta original foi apresentada pelos deputados Amom Mandel (Republicanos-AM) e Duda Ramos (Pode-RR), buscando inicialmente proteger crianças autistas.
Um dos principais pontos da revisão é a ampliação do alcance da lei. Enquanto o projeto original focava especificamente em crianças autistas, a nova redação garante que a proteção contra discriminação, violência e negligência seja estendida a todos os alunos com deficiência, sem distinção.
A legislação proposta promove alterações significativas em marcos legais importantes. Ela modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI), reforçando o compromisso com a inclusão educacional.
A deputada Franciane Bayer enfatizou a necessidade dessa ampliação. Segundo ela, apesar da legítima preocupação com o autismo, a criação de regras exclusivas para um único segmento poderia deixar desprotegidos outros estudantes que enfrentam situações semelhantes de violência e discriminação.
A relatora defendeu que as melhorias legislativas devem ser inseridas nas normas gerais da educação inclusiva e na proteção integral da criança e do adolescente. Isso assegura que todos os jovens com deficiência, incluindo aqueles com transtorno do espectro autista, sejam igualmente beneficiados e protegidos.
Próximos passos no Congresso
O Projeto de Lei 936/25 segue agora para análise em caráter conclusivo por outras comissões. Ele passará pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e de Constituição e Justiça e de Cidadania, onde será avaliado sob diferentes perspectivas legais e sociais.
Para que a proposta se torne efetivamente uma lei, ela precisará ser aprovada tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal. Esse processo legislativo garante que a matéria seja debatida e consensualizada antes de sua promulgação.
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