Minas Gerais alcançou um feito inédito em 2024: pela segunda vez na série histórica iniciada em 2015, o estado registrou superávit no comércio com os demais estados brasileiros. O saldo positivo foi de R$ 21,2 bilhões, resultado do crescimento de 8,6% nas vendas interestaduais e de 5,6% nas compras. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (15), pela Fundação João Pinheiro (FJP), com a participação do governador Romeu Zema.
O volume total do comércio interestadual mineiro — somando exportações e importações — atingiu R$ 1,2 trilhão em 2024, 7% a mais do que em 2023, ano em que o estado também havia registrado superávit. Segundo o governador, os números reforçam o crescimento e a competitividade da economia mineira. “Isso demonstra que temos produzido mais e vendido mais para outros estados, o que traz desenvolvimento, empregos e investimentos para Minas Gerais”, afirmou Zema.
O levantamento foi realizado com base nas Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e), por meio de parceria com a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF-MG). Um painel interativo com os dados completos foi disponibilizado no site da FJP para acesso público.
Principais exportações
Entre os principais produtos exportados por Minas Gerais para outros estados estão automóveis, peças e acessórios, que cresceram 21,1% em valor e representaram 10,4% da pauta. O principal destino foi São Paulo (29,3%). Em seguida aparecem ferro fundido, ferro e aço — com São Paulo e Rio de Janeiro como principais compradores.
Máquinas e equipamentos mecânicos ocuparam a terceira posição, com crescimento de 13,7% e participação de 7,1%. Produtos farmacêuticos vieram na sequência, com alta de 47,9% em valor e 6,7% de participação, tendo Espírito Santo e São Paulo como principais mercados. Máquinas e equipamentos elétricos completam a lista, com aumento de 22,3% e destino majoritário para São Paulo e Rio de Janeiro.
Principais importações
Entre os produtos mais importados por Minas estão também automóveis, peças e acessórios, com 13,2% do valor total. As compras vieram principalmente de São Paulo (45,3%), Paraná (11,8%), Rio Grande do Sul (11,5%) e Pernambuco (9,1%).
Máquinas e equipamentos mecânicos (10%), elétricos (6,9%), combustíveis minerais (6,5%) e plásticos e suas obras (4,8%) completam o ranking. A maioria desses produtos foi adquirida de São Paulo, que se manteve como o principal parceiro comercial do estado tanto nas vendas quanto nas compras.
Segundo o pesquisador da FJP, Lúcio Barbosa, os dados ajudam o governo a identificar cadeias produtivas estratégicas e oportunidades para reduzir dependências externas. “É possível pensar em incentivos para aumentar a produção e a competitividade mineira com base nessas informações”, destacou.
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