Com o objetivo de reivindicar espaços e propagar a cultura do hip hop, o coletivo Espaço Hip Hop, deu início ao projeto de ocupação do viaduto Helio Fádel. A iniciativa começou em 19 de dezembro, em diálogo com o Programa Boniteza. A intenção é também fomentar interesses de outros coletivos artísticos de Juiz de Fora.
Nesta última quarta-feira, 19, o evento Sarau do Viaduto contou com apresentações de batalhas de freestyle com Mc’s, pocket show com Young Smoke, Loba e Nega Preto, live paint de grafitti e recitação de poemas. O coletivo Vozes da Rua, que desenvolve seu trabalho através de Slam, também foi responsável na organização do sarau, levando outras formas de atuação mas partindo do mesmo ideal. No dia 30 de janeiro, a partir das 11h, os coletivos retomam ao viaduto com outro evento.
Para os próximos eventos, o espaço receberá novas estruturas colocadas pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) como instalação de banheiros, energia elétrica e lixeiras. A programação do dia 30 se inicia com uma roda de conversa a respeito dos cuidados e ações de zeladoria com o espaço e também será aberta a discussão para receber demandas do público. Logo após, acontece a parte artística com batalhas de Mc’s, dança e tag, pocket show e discotecagem. O evento é gratuito e aberto para o público.
O novo viaduto Helio Fádel Araujo liga a Avenida Francisco Bernardino à Avenida Brasil. A estrutura foi inaugurada no dia 1º de dezembro de 2021, localizado na Rua Leopoldo Schmidt, 170. Já no dia 19 do mesmo mês, os coletivos deram início ao projeto, realizando a primeira apresentação cultural. Além disso, o espaço recebeu grafites de artistas da cidade que puderam levar outras formas de manifestações artísticas da cultura das ruas. Segundo os organizadores, a ideia surgiu na intenção de ocupar e reivindicar um espaço para a cultura de Juiz de Fora. O artista e idealizador do projeto, Stain Rocking One, explica que, por se tratar de um local público, todos têm o direito de consumir o espaço igualmente. “‘Urbano’ significa, por adjetivo, ‘o que pertence à cidade’, e a cidade está em constante movimento - em todos os sentidos. Se a cidade está em movimento, se podemos todos participar das transformações urbanas dos territórios em que nos inserimos e se temos, por direito, a apropriação, nos cabe, então, a proposta: ocupar os espaços urbanos”, aborda o artista.
