A Cemig conquistou um marco histórico ao receber da Moody’s Local Brasil a nota máxima na escala nacional: o rating AAA. A elevação da classificação, anunciada nesta semana, também se estende às subsidiárias integrais Cemig Distribuição e Cemig Geração e Transmissão, que subiram de “AA+” para “AAA”, com perspectiva estável.
Reconhecimento de gestão e solidez financeira
Essa é a maior avaliação da história da companhia e o segundo “Triple A” conquistado pela Cemig em agências de risco. Em 2024, a Fitch Ratings também havia atribuído a mesma classificação.
De acordo com a Moody’s, a nova nota reflete a gestão financeira prudente, a geração de caixa estável e previsível, além da política conservadora de endividamento da empresa. O alongamento do prazo médio da dívida e as métricas de crédito sólidas reforçam a confiança do mercado na companhia.
Importância do rating para investidores
O rating é uma ferramenta essencial para investidores, pois mede a capacidade de uma empresa ou instituição de honrar compromissos financeiros. Com a classificação máxima, a Cemig se consolida como uma das companhias mais seguras do setor elétrico, aumentando sua atratividade no mercado de capitais.
Declaração da diretoria
Para o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho, a conquista reflete a disciplina e a eficiência da atual gestão:
“A conquista do rating máximo da Moody’s reafirma a disciplina financeira e a eficiência da Cemig. É um reconhecimento das decisões tomadas pela atual diretoria, que teve coragem para fazer as mudanças que estão transformando a companhia.”
Ele destacou ainda que a Cemig mantém o compromisso de otimizar liquidez e capital, por meio do alongamento da dívida, da gestão estratégica de passivos e da busca por custos de capital mais competitivos.
Outros destaques em classificações
Além da Moody’s e da Fitch, a Cemig possui avaliação “brAA+” pela S&P Global Ratings. Esses reconhecimentos reforçam a evolução da companhia desde 2019, período em que a política de disciplina financeira reduziu significativamente o endividamento.
O índice Dívida Líquida/EBITDA Recorrente, por exemplo, caiu de 3,24 vezes em 2018 para 1,30 vez em 2024, atingindo 1,59 em junho de 2025. Esse desempenho coloca a empresa entre as mais sólidas do setor elétrico brasileiro, ampliando sua capacidade de investimento e geração de valor para os acionistas.
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