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Sábado, 06 de Junho 2026
Saúde

Casos de síndrome respiratória aguda grave crescem em bebês de até dois anos

O vírus sincicial respiratório (VSR) figura como um dos grandes impulsionadores das hospitalizações por SRAG em crianças pequenas e uma causa relevante de bronquiolite.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Casos de síndrome respiratória aguda grave crescem em bebês de até dois anos
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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Houve um incremento nos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças com menos de dois anos de idade, abrangendo quatro das cinco macrorregiões brasileiras: Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.

Conforme o Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (16), o incremento nas internações atribuídas ao vírus sincicial respiratório (VSR) é apontado como o fator primordial para a escalada de casos nesse grupo etário.

A análise da Fiocruz contempla a Semana Epidemiológica 14 (SE 14), que compreende os dias 5 a 11 de abril. O mesmo relatório indica uma persistente redução nos quadros graves de covid-19 em território nacional.

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Tatiana Portella, pesquisadora do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz), elucidou que o VSR desempenha um papel crucial nas hospitalizações por SRAG entre crianças pequenas, sendo também uma das principais causas da bronquiolite.

Em vista disso, Portella ressalta a importância vital de que gestantes, a partir da 28ª semana de gestação, recebam a vacina contra o VSR, visando conferir proteção aos recém-nascidos durante seus primeiros meses de existência.

Diante do crescimento das internações por influenza A em várias unidades federativas, a pesquisadora adverte que "é igualmente crucial que os grupos prioritários que ainda não foram imunizados busquem um posto de saúde sem demora para receber a dose anual da vacina".

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Cenário nacional

No âmbito nacional, a incidência de SRAG demonstra estabilidade tanto nas projeções de curto quanto de longo prazo. Contudo, o recente Boletim revela que 14 estados permanecem em patamares de alerta, risco ou alto risco de SRAG nas últimas duas semanas, indicando uma trajetória de crescimento nas últimas seis semanas, até a Semana Epidemiológica 14.

Essa situação de preocupação abrange os estados do Acre, Pará e Tocantins (Região Norte); Maranhão, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Bahia (Região Nordeste); Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás (Região Centro-Oeste); além de Minas Gerais e Rio de Janeiro (Região Sudeste).

O aumento de ocorrências ligadas ao vírus sincicial respiratório (VSR) foi verificado em toda a região Centro-Oeste e Sudeste, bem como em Acre, Pará, Tocantins e Roraima (Norte), e nos estados de Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia (Nordeste).

Adicionalmente, o levantamento aponta que os casos de influenza A seguem em ascensão em grande parte da área centro-sul (incluindo Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), e em certas localidades do Nordeste (Paraíba, Alagoas e Sergipe) e do Norte (Amapá, Acre e Rondônia).

Em contraste, os registros de SRAG vinculados à influenza A demonstram declínio nos estados do Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco (Nordeste), além de Pará e Rio de Janeiro.

A pesquisa indica que, na maior parte do território nacional, os casos de SRAG relacionados ao rinovírus mostram sinais de estabilização ou regressão, apesar de persistirem em crescimento no Pará e em Mato Grosso.

No que tange às capitais, 14 delas exibem incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, com uma tendência de elevação observada ao longo das últimas seis semanas, até a SE 14.

As capitais afetadas incluem: Rio Branco, Belém, Palmas, Cuiabá, Campo Grande, São Luís, Teresina, João Pessoa, Recife, Aracaju, Maceió, Belo Horizonte, Vitória e Rio de Janeiro.

Incidência e mortalidade

Ao longo das últimas oito semanas epidemiológicas, a média semanal de incidência e mortalidade mantém a característica de maior impacto nas extremidades das faixas etárias avaliadas.

A incidência de SRAG é notoriamente mais alta em crianças de pouca idade, predominantemente ligada ao VSR e ao rinovírus. Em contrapartida, a mortalidade atinge mais intensamente a população idosa, impulsionada pela influenza A e pela covid-19.

No que diz respeito aos casos de SRAG causados pela influenza A, a incidência afeta com maior frequência crianças de até quatro anos e idosos, enquanto a taxa de mortalidade permanece mais elevada entre indivíduos com 65 anos ou mais.

No ano epidemiológico corrente, foram registrados 37.244 casos notificados de SRAG. Desses, 15.816 (42,5%) tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório; 14.723 (39,5%) resultaram negativos, e pelo menos 3.990 (10,7%) aguardam o processamento dos exames.

Entre os casos com resultado positivo no período atual, os especialistas do Boletim InfoGripe constataram que 41,1% foram atribuídos ao rinovírus; 25,5% à influenza A; 17,4% ao VSR; 10,2% ao Sars-CoV-2 (covid-19); e 1,7% à influenza B.

Considerando as últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos casos positivos revelou 33% para rinovírus; 32,2% para influenza A; 26,3% para VSR; 5,5% para Sars-CoV-2 (covid-19); e 2,4% para influenza B.

No que concerne aos óbitos, dentro do mesmo intervalo analisado, a identificação desses vírus entre os casos confirmados alcançou 40,8% para influenza A; 26,9% para rinovírus; 23,3% para Sars-CoV-2 (covid-19); 5,3% para VSR; e 4,1% para influenza B.

FONTE/CRÉDITOS: Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

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