Na última edição da websérie “A Peça da Semana” em 2021, a Fundação Museu Mariano Procópio (Mapro) apresenta um cartão de final de ano de autoria do artista plástico João Guimarães Vieira, o Guima. O cartão foi produzido a partir da técnica de colagem e enviado ao arquiteto Arthur Arcuri, em dezembro de 1956. Nele, Guima escreveu: “Ao Arcuri e Geralda, com um grande abraço e os melhores votos de boas festas e feliz ano novo. Guimarães e Inah, Natal de 1956”. O item integra a coleção de documentos particulares de Arcuri, que foi diretor do Museu Mariano Procópio entre 1983 e 1996, e pode ser visto em detalhes no Facebook museu.marianoprocopio e no Instagram @museumarianoprocopio.
A historiadora Priscila Pinheiro, que integra a equipe técnica da Mapro, conta que o cartão em destaque foi, originalmente, concebido como cartão de Natal e, posteriormente, transformado em painel para a residência do engenheiro e empresário Frederico Álvares de Assis, na Rua Braz Bernardino, em Juiz de Fora. “Projetado por Arthur Arcuri, nos anos 1950, o imóvel possuía alguns murais de autoria de Guima”.
Após o falecimento do proprietário, em 1973, a casa foi alugada para o Colégio Magister, que ocupou o local até o ano de 2002. Três anos depois, o mural foi demolido junto com o imóvel. Em 2021, conforme noticiou o jornal “Tribuna de Minas”, o Coletivo Agrupa reproduziu o painel na Reitoria da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), como tributo ao artista.
Priscila observa que Guima tinha a prática de, anualmente, presentear os amigos com pinturas, desenhos e colagens em forma de cartão de Natal. “Carlos Drummond de Andrade, parte desse círculo de amizade, respondia os cartões recebidos do artista com uma poesia.” Em uma correspondência remetida a Guimarães Vieira, também datada do Natal de 1956 e pertencente ao museu, o poeta mineiro registrou: “Vida: reúne as alegrias mais puras e com elas tece a harmoniosa trama dos dias de Guimarães Vieira. Acontece que, criador dos mais atilados, sabe ele compor seu desenho até mesmo em papéis colados. [...]”.
João Guimarães Vieira (1920-1996) iniciou seus estudos de desenho e pintura com Edson Motta, em Juiz de Fora, na década de 1940. Atuou como diretor da “Folha Mineira”, além de redator do “Diário Mercantil” e bancário. Foi professor de História da Arte e de Fundamentos das Artes Visuais no Centro de Artes da Universidade do Rio de Janeiro e chefe do Departamento de Teoria do Teatro da Federação das Escolas Federais do Estado do Rio de Janeiro. Integrou o Conselho de Amigos do Museu Mariano Procópio e exerceu atividades culturais no Banco do Brasil e no Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, atual Iphan. Como artista plástico, produziu ilustrações, capas de livros, afrescos residenciais e murais em locais públicos. É autor do painel que compõe a Biblioteca Central da UFJF, datado de 1975.
O projeto
O projeto “A Peça da Semana” foi lançado em 2020, com a proposta de manter a interlocução do Museu Mariano Procópio com o público durante a quarentena decorrente da pandemia de Covid-19. Com a suspensão das visitas presenciais ao equipamento cultural, que é mantido pela Prefeitura de Juiz de Fora, o Departamento de Acervo Técnico e Ações Culturais da Mapro recorreu ao ambiente virtual para seguir divulgando o rico acervo da instituição, que soma mais de 50 mil objetos de valor histórico, artístico e científico.
O sucesso da iniciativa levou à reedição da série, que, em 2021, teve 31 postagens. O conteúdo foi produzido pelos historiadores Rosane Carmanini Ferraz, Sérgio Augusto Vicente e Priscila Pinheiro, além do assistente de museologia Eduardo de Paula Machado. No início de 2022, os episódios da série devem ser compilados em um catálogo virtual, que será disponibilizado gratuitamente nas redes sociais da Mapro.
A historiadora Priscila Pinheiro, que integra a equipe técnica da Mapro, conta que o cartão em destaque foi, originalmente, concebido como cartão de Natal e, posteriormente, transformado em painel para a residência do engenheiro e empresário Frederico Álvares de Assis, na Rua Braz Bernardino, em Juiz de Fora. “Projetado por Arthur Arcuri, nos anos 1950, o imóvel possuía alguns murais de autoria de Guima”.
Após o falecimento do proprietário, em 1973, a casa foi alugada para o Colégio Magister, que ocupou o local até o ano de 2002. Três anos depois, o mural foi demolido junto com o imóvel. Em 2021, conforme noticiou o jornal “Tribuna de Minas”, o Coletivo Agrupa reproduziu o painel na Reitoria da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), como tributo ao artista.
Priscila observa que Guima tinha a prática de, anualmente, presentear os amigos com pinturas, desenhos e colagens em forma de cartão de Natal. “Carlos Drummond de Andrade, parte desse círculo de amizade, respondia os cartões recebidos do artista com uma poesia.” Em uma correspondência remetida a Guimarães Vieira, também datada do Natal de 1956 e pertencente ao museu, o poeta mineiro registrou: “Vida: reúne as alegrias mais puras e com elas tece a harmoniosa trama dos dias de Guimarães Vieira. Acontece que, criador dos mais atilados, sabe ele compor seu desenho até mesmo em papéis colados. [...]”.
João Guimarães Vieira (1920-1996) iniciou seus estudos de desenho e pintura com Edson Motta, em Juiz de Fora, na década de 1940. Atuou como diretor da “Folha Mineira”, além de redator do “Diário Mercantil” e bancário. Foi professor de História da Arte e de Fundamentos das Artes Visuais no Centro de Artes da Universidade do Rio de Janeiro e chefe do Departamento de Teoria do Teatro da Federação das Escolas Federais do Estado do Rio de Janeiro. Integrou o Conselho de Amigos do Museu Mariano Procópio e exerceu atividades culturais no Banco do Brasil e no Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, atual Iphan. Como artista plástico, produziu ilustrações, capas de livros, afrescos residenciais e murais em locais públicos. É autor do painel que compõe a Biblioteca Central da UFJF, datado de 1975.
O projeto
O projeto “A Peça da Semana” foi lançado em 2020, com a proposta de manter a interlocução do Museu Mariano Procópio com o público durante a quarentena decorrente da pandemia de Covid-19. Com a suspensão das visitas presenciais ao equipamento cultural, que é mantido pela Prefeitura de Juiz de Fora, o Departamento de Acervo Técnico e Ações Culturais da Mapro recorreu ao ambiente virtual para seguir divulgando o rico acervo da instituição, que soma mais de 50 mil objetos de valor histórico, artístico e científico.
O sucesso da iniciativa levou à reedição da série, que, em 2021, teve 31 postagens. O conteúdo foi produzido pelos historiadores Rosane Carmanini Ferraz, Sérgio Augusto Vicente e Priscila Pinheiro, além do assistente de museologia Eduardo de Paula Machado. No início de 2022, os episódios da série devem ser compilados em um catálogo virtual, que será disponibilizado gratuitamente nas redes sociais da Mapro.
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FONTE/CRÉDITOS: Imprensa PJF