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Quarta-feira, 22 de Abril 2026
Justiça

Cármen Lúcia vota pela condenação de Eduardo Bolsonaro por difamação

Em 2021, Eduardo acusou projeto da parlamentar de beneficiar interesses empresariais de Jorge Paulo Lemann.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Cármen Lúcia vota pela condenação de Eduardo Bolsonaro por difamação
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A ministra Cármen Lúcia, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu acompanhar o voto do relator Alexandre de Moraes, que propôs a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Moraes, responsável pela ação penal em andamento na corte, avalia que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deve cumprir pena de um ano de reclusão em regime aberto. A ação judicial foi iniciada após uma publicação de Eduardo Bolsonaro em redes sociais.

No ano de 2021, Eduardo Bolsonaro afirmou que a proposta legislativa da deputada paulista, que visava a distribuição gratuita de absorventes íntimos para a população, teria como finalidade atender a interesses comerciais de seu "mentor-patrocinador Jorge Paulo Lemann", acionista de uma empresa fabricante de produtos de higiene pessoal.

Ao votar pela condenação, Moraes considerou que a difamação contra a deputada ficou caracterizada. O julgamento está sendo realizado pelo plenário virtual do Supremo. Com a manifestação de Cármen Lúcia em concordância com o relator, o julgamento acumula até o momento dois votos favoráveis à condenação. O encerramento do prazo para a decisão está previsto para 28 de abril, com a pendência dos votos de oito ministros.

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Durante o curso do processo, a defesa de Eduardo Bolsonaro argumentou que as declarações foram proferidas dentro do escopo da imunidade parlamentar.

Na noite de segunda-feira (20), o ex-deputado divulgou em suas redes sociais imagens do casamento de Tabata Amaral com João Campos, prefeito do Recife, evento ao qual o ministro Alexandre de Moraes compareceu como convidado.

"Na mesma imagem, a autora do processo contra mim (Tabata) e o 'juiz' (Moraes) que me condenou a um ano de prisão + multa, tudo no casamento dela!", escreveu o ex-parlamentar. "Isso que se tornou o Brasil com a associação Lula-Moraes. Já imaginou ser condenado por um juiz amigo daquela que te processa?", acrescentou.

Tabata Amaral optou por não se pronunciar publicamente a respeito do andamento da votação no STF.

Eduardo Bolsonaro encontra-se nos Estados Unidos desde o ano passado e teve seu mandato cassado por ausências recorrentes às sessões da Câmara dos Deputados.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil

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