
A próxima “Caminhada Juiz de Fora Negra” acontece neste sábado, 13, a partir das 9h, com saída do Parque Halfeld, no Centro, e encerramento no Mirante do São Bernardo. A data coincide com a assinatura da Lei Áurea em 1888. Conforme a turismóloga Pâmella Stéfanie, que é uma das responsáveis pelo projeto, essa será uma edição especial porque “a caminhada tem justamente o objetivo de contar um pouco da história que a história não conta, principalmente depois do 13 de Maio.”
Embora a abolição da escravatura seja questionada por não ter garantido condições reais de liberdade para a população negra, Pâmella ressalta que “a proposta do projeto não é dividir memórias tristes, de sofrimento, mas sim histórias de luta e resistência.”
A Caminhada Juiz de Fora Negra, cujas vagas deste mês já estão esgotadas, é desenvolvida pelo coletivo Damata Cultural e tem financiamento do Edital Quilombagens, do Programa Cultural Murilo Mendes, mantido pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e gerido pela Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa). Além de Pâmella, o projeto conta com a participação do historiador Luis Roberto Cruz.
O Edital Quilombagens da PJF/Funalfa tem como objetivo fomentar ações e iniciativas culturais, em sua diversidade, promovidas por agentes culturais do município e que estejam diretamente relacionados à valorização da cultura negra e de sua ancestralidade.