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Terça-feira, 21 de Julho 2026
Política

Câmara analisa projeto que amplia lista de crimes hediondos para milícias e organizações

A iniciativa do deputado Guilherme Derrite visa enquadrar homicídio, latrocínio e extorsão praticados por grupos criminosos e milícias, buscando uma resposta penal mais rigorosa.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Câmara analisa projeto que amplia lista de crimes hediondos para milícias e organizações
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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O deputado Guilherme Derrite (PP-SP) apresentou o Projeto de Lei 2301/26 na Câmara dos Deputados, que propõe a inclusão de diversos delitos praticados por organizações criminosas e milícias privadas no rol de crimes hediondos. A medida busca endurecer a legislação penal para condutas como homicídio qualificado, latrocínio e extorsão, refletindo a crescente preocupação com a segurança pública no país.

Especificamente, o PL 2301/26 visa classificar como hediondos o homicídio doloso, o latrocínio e a extorsão quando perpetrados por integrantes de organizações criminosas ou milícias. A lista de crimes abrangidos também contempla o roubo agravado e a extorsão mediante sequestro, reforçando o combate a esses grupos.

A iniciativa de Derrite propõe modificações na Lei de Crimes Hediondos (Lei 8.072/90), incorporando condutas já tipificadas pela Lei Antifacção (Lei 15.358/26). Tais alterações visam alinhar a legislação à gravidade atual desses delitos.

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A classificação como crime hediondo implica em um regime inicial de cumprimento de pena obrigatoriamente fechado. Além disso, os condenados por esses crimes não têm direito a benefícios como anistia, graça, indulto ou fiança, garantindo maior rigor na execução da sanção penal.

O deputado Derrite argumenta que a inclusão dessas condutas no rol de crimes hediondos não se trata de uma inovação conceitual, mas sim de um reconhecimento da sua gravidade intrínseca. Ele ressalta que "crimes de máxima gravidade, especialmente aqueles praticados no contexto do crime organizado ultraviolento, devem receber resposta penal compatível com sua elevada lesividade social".

Tramitação e próximos passos do projeto

Com a aprovação do regime de urgência, a proposta pode ser submetida diretamente ao Plenário da Câmara dos Deputados, acelerando sua tramitação. Antes disso, ela passará pela análise das comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para que o Projeto de Lei 2301/26 se torne lei, é indispensável a aprovação tanto pela Câmara quanto pelo Senado Federal. Esse processo legislativo garante que a matéria seja amplamente debatida e avaliada antes de sua sanção.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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