Após um trabalho ininterrupto de 22 dias, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) localizou, na última terça-feira (17/03), o corpo da última vítima desaparecida em Ubá. A operação, que mobilizou cerca de 130 militares no pico das atividades, destacou-se pelo uso de planejamento técnico e análise de cenário para superar as dificuldades impostas pelo terreno após as fortes chuvas de fevereiro.
Metodologias de busca e mapeamento
A operação em Ubá foi dividida em etapas estratégicas. Na fase inicial, as equipes realizaram varreduras terrestres e sobrevoos com helicópteros e drones para reconhecimento da área. Com o avançar dos dias, os militares implementaram o georreferenciamento da mancha de inundação e a técnica de "mancha falada" — um levantamento de informações detalhadas junto aos moradores locais para identificar pontos prováveis de acúmulo de detritos.
Uso de maquinário pesado
Na etapa final, a corporação concentrou esforços no leito do rio e em locais com grande volume de entulho transportado pela enxurrada. A decisão determinante para o sucesso da missão foi o emprego de maquinário pesado para a remoção e vistoria minuciosa desses materiais, o que permitiu a localização da vítima sob os escombros.
Impacto da tragédia na Zona da Mata
O desastre ambiental ocorreu entre os dias 23/02 e 24/02, quando um volume extremo de chuva causou alagamentos, deslizamentos e soterramentos em Juiz de Fora, Ubá e outros 11 municípios da região.
- Resgates: Nas primeiras horas, foram realizados 239 resgates de pessoas ilhadas.
- Chamados: A corporação atendeu 82 ocorrências de soterramento de forma imediata.
- Recursos: Foram utilizados cães de busca, ferramentas de desmanche hidráulico e embarcações.
O porta-voz do CBMMG, tenente Henrique Barcellos, ressaltou que a integração entre inteligência e persistência das equipes foi o fator chave para encerrar as buscas e dar uma resposta à população atingida.
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