Bolsa e dólar reagiram com força aos desdobramentos das manifestações de 7 de Setembro durante o pregão desta quarta-feira (8) e fecharam com viés negativo. O Ibovespa acentuou as perdas e fechou com queda de 3,75%, aos 113.451 pontos, a menor pontuação desde março, depois dos esperados pronunciamentos do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, sobre os atos de terça-feira.
Já o dólar acentuou as altas de mais cedo e terminou o dia subindo 2,89%, a R$ 5,3260. Os operadores elevaram a cautela após os novos ataques do presidente Jair Bolsonaro aos ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Apesar de esperado, o tom mais duro da reação de Fux nesta quarta manteve o clima de tensão entre os Poderes e, consequentemente, de incerteza entre investidores. O presidente do STF disse que a corte não vai tolerar ameaças à autoridade de suas decisões e acrescentou que "o desprezo às decisões judiciais, além de representar atentado à democracia, configura crime de responsabilidade".
Lira teve um pronunciamento mais brando e acalmou momentaneamente os mercados. No entanto, ainda persiste a preocupação com o andamento das reformas administrativa e tributária e com possíveis desfechos para a dívida dos precatórios e a ampliação do Bolsa Família.