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O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) mais que dobrou a liberação de financiamentos destinados a projetos com impacto ambiental positivo no estado durante o ano de 2026. Entre janeiro e meados de outubro, a instituição financeira contabilizou R$ 619 milhões em créditos concedidos com este perfil para municípios e empresas de diversos setores da economia, inclusive do agronegócio.
Em resumo:
- Financiamentos para projetos verdes no BDMG somam R$ 619 milhões até outubro de 2026.
- Banco promove treinamento internacional sobre gestão de riscos ambientais e climáticos.
- Iniciativa envolve parceria com o Banco Asiático e organismos internacionais.
O montante representa um crescimento expressivo sobre o ano passado. Naquele período, foram registrados R$ 289 milhões. O resultado consolida a economia verde em território mineiro.
As linhas de financiamento verde do banco abrangem áreas cruciais. Elas cobrem eficiência energética, parques industriais e fontes renováveis. Também incluem agricultura de baixo carbono e ações climáticas. Os recursos atendem tanto demandas do setor público municipal quanto iniciativas do setor privado que buscam adequação ambiental e ganho de eficiência.
Treinamento internacional reúne representantes de diversos países em Belo Horizonte
Paralelamente ao avanço dos indicadores financeiros, o BDMG promove, entre os dias 3 e 5 de novembro, o treinamento internacional intitulado “Gestão de riscos ambientais, sociais e climáticos, e aproveitamento de oportunidades de financiamento verde”. O evento é realizado na cidade de Belo Horizonte em parceria com o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB) e conta com a coordenação técnica da Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras para o Desenvolvimento (Alide).
O encontro na capital mineira reúne 45 representantes de bancos. O grupo inclui Argentina, Brasil, Chile, Equador, El Salvador, Peru e Uruguai. Há também delegações de organismos internacionais.
Entre as instituições participantes estão o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), o Fundo de Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata) e o Caribbean Development Bank (Caribank), que atuam diretamente na pauta de descarbonização da economia e buscam ampliar estratégias de atuação conjunta no setor.
A programação de debates aborda temas centrais do sistema financeiro. O foco inclui oportunidades do financiamento verde e diagnósticos. Há também mecanismos de gestão de riscos sociais, ambientais e climáticos.
Segundo o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, Minas Gerais assume posição de destaque nas discussões de relevância global sobre sustentabilidade. O executivo ressalta que a evolução do crédito verde no estado ganha tração a partir da diretriz de ofertar crédito acessível capaz de dar concretude a projetos com responsabilidade socioambiental, gerando maior competitividade para as empresas e assegurando um legado de qualidade de vida para a população no setor público.
Projeto industrial viabilizado com biomassa projeta redução de emissões
A instituição viabilizou o projeto da Ecogen Brasil em 2026. A empresa implementará energia renovável por biomassa em uma fábrica. A estrutura fica na região metropolitana de Belo Horizonte.
A operação foi estruturada via linha BDMG Verde. O projeto viabilizou a substituição da fonte fóssil de gás natural. A produção adotou um modelo totalmente renovável por biomassa. De acordo com estimativas da Ecogen, a mudança evitará a emissão de mais de 15 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano, número que corresponde a uma redução superior a 85% em relação ao cenário anterior de operação. O vapor gerado pela central é empregado em múltiplos processos produtivos da montadora.
Segundo Julio Yassuhira, CO-CEO da Ecogen, a descarbonização é estratégica. A pauta integra decisões definitivas das corporações. Ela está associada à competitividade, eficiência e sustentabilidade de longo prazo.
O executivo destaca que o BDMG compatibilizou o financiamento de longo prazo. A ação impulsiona empregos diretos e indiretos e a infraestrutura regional. O projeto usa biomassa de eucalipto de reflorestamento do Estado.
*Com informações oficiais de Agência Minas (Governo MG).
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