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Sábado, 06 de Junho 2026
Minas Gerais

Ampliação do teste do pezinho em Minas Gerais esbarra na falta de especialistas e na distância para tratamento

Estado lidera a triagem neonatal no país com rastreamento de 64 doenças, mas famílias ainda enfrentam desafios para acessar atendimento especializado

Érika Lima
Por Érika Lima
Ampliação do teste do pezinho em Minas Gerais esbarra na falta de especialistas e na distância para tratamento
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O teste do pezinho ampliado em Minas Gerais já permite identificar gratuitamente 64 doenças em recém-nascidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar do avanço no diagnóstico precoce, muitas famílias ainda enfrentam dificuldades para conseguir atendimento especializado e acompanhamento médico adequado após a confirmação dos casos.

Minas Gerais tornou-se o primeiro estado brasileiro a oferecer gratuitamente a triagem neonatal ampliada para 64 doenças, incluindo condições metabólicas, genéticas, imunológicas e infecciosas. O exame é realizado em todos os 853 municípios mineiros e representa um dos maiores avanços recentes na saúde infantil do estado.

O teste do pezinho é realizado nos primeiros dias de vida do bebê e tem como principal objetivo identificar doenças que, muitas vezes, não apresentam sintomas imediatos.

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Quando diagnosticadas precocemente, muitas dessas condições podem ser tratadas antes do surgimento de complicações graves, reduzindo sequelas permanentes e melhorando significativamente a qualidade de vida das crianças.

Atualmente, Minas Gerais conta com mais de 4 mil pontos de coleta distribuídos entre unidades básicas de saúde e maternidades, permitindo ampla cobertura da população.

Desafio começa após o resultado positivo

Embora a ampliação da triagem neonatal seja considerada um marco para a saúde pública, especialistas apontam que o principal desafio está na continuidade do cuidado.

Muitas doenças identificadas exigem acompanhamento de equipes multidisciplinares compostas por geneticistas, neurologistas, endocrinologistas, nutricionistas e outros profissionais altamente especializados.

Em diversas regiões do interior de Minas Gerais, a oferta desses especialistas ainda é limitada, obrigando famílias a realizarem deslocamentos frequentes para centros de referência localizados principalmente em Belo Horizonte, Juiz de Fora e Montes Claros.

Rede de atendimento está em expansão

Para enfrentar esse desafio, o Governo de Minas vem ampliando a Rede de Cuidado das Doenças Raras e investindo na descentralização dos atendimentos especializados.

Entre as medidas previstas estão a ampliação de centros de referência, a integração de hospitais universitários e o fortalecimento da telemedicina para reduzir a necessidade de deslocamentos das famílias.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, a estratégia busca garantir que o diagnóstico precoce seja acompanhado por tratamento rápido e contínuo, independentemente da região onde a criança reside.

Números mostram impacto da triagem neonatal

Entre 2019 e 2025, mais de 1,4 milhão de crianças foram triadas em Minas Gerais. Nesse período, foram confirmados mais de 2,5 mil diagnósticos de doenças identificadas pelo programa. Desde sua criação, o sistema já realizou mais de 7 milhões de testes em todo o estado.

Os dados demonstram a importância da triagem neonatal como ferramenta fundamental para reduzir complicações de saúde e ampliar as chances de desenvolvimento saudável das crianças diagnosticadas precocemente.

Insight RCWTV

A ampliação do teste do pezinho representa um avanço histórico para a saúde infantil, mas especialistas destacam que o sucesso da política pública depende de três pilares: diagnóstico rápido, acesso a especialistas e tratamento contínuo. Sem essa estrutura completa, parte dos benefícios do rastreamento precoce pode ser comprometida, especialmente em estados de grande extensão territorial como Minas Gerais.

O que o teste do pezinho ampliado detecta em Minas Gerais?

Atualmente o exame identifica 64 doenças, incluindo enfermidades raras, genéticas, metabólicas, imunológicas e infecciosas.

Quando o teste do pezinho deve ser realizado?

A recomendação é que a coleta seja feita entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê.

Por que algumas famílias precisam viajar para tratamento?

Porque determinados acompanhamentos exigem especialistas e centros de referência que ainda estão concentrados em cidades maiores do estado.



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FONTE/CRÉDITOS: g1 Minas Gerais; Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG); Agência Minas; Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Érika Lima

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Érika Lima

Estudante de Jornalismo apaixonada por contar histórias que importam. Acredito no poder da comunicação para informar, inspirar e provocar mudanças. Comprometida com a verdade e a clareza em cada palavra.

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