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Geral

União Operária,

O Cenário de Trabalho e Salários

Mauricio Lima Corrêa Historiador e Pesquisador
Por Mauricio Lima Corrêa...
União Operária,
Acervo: Mauricio Lima Corrêa
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Fotografia do Blog Mauricio Resgatando o Passado a Historia de Juiz de Fora
http://mauricioresgatandoopassado.blogspot.com/

A história do movimento operário em Juiz de Fora durante a Primeira República foi marcada por intensa mobilização, precariedade nas condições de trabalho e fortes mobilizações grevistas em busca de dignidade e direitos básicos.
O Cenário de Trabalho e Salários
Segundo a União Operária, a situação do proletariado em Juiz de Fora em 1913 era extremamente difícil, com salários exíguos que variavam de 2$, 3$, 5$a, raras vezes, 6$ por dias, quantias insuficientes para cobrir as necessidades básicas de subsistência.
O horário de trabalho oscilava entre 9 e 10 horas diárias na época, embora registros de panfletos da Associação Beneficente Operária de Juiz de Fora em 1920 apontassem jornadas ainda mais extenuantes, iniciando às 5h30 da manhã e estendendo-se até as 21h, acompanhadas de tabelas salariais consideradas abusivas.
A busca pela regulamentação e a conquista da jornada de 8 horas figuraram entre as principais pautas e lutas trabalhistas da Primeira República.
O associativismo operário na cidade desenvolveu-se precocemente: em 1906, já operava o Centro Beneficente das Classes Operárias, seguido pela instalação da Liga Operária de Resistência do Povo Trabalhador em 1 de maio de 1907.
A greve de 1912 em Juiz de Fora marcou a história do movimento operário brasileiro ao reivindicar a redução da jornada de trabalho. 
Conforme o periódico O Farol, o movimento paralisou quase todas as fábricas da cidade, com os grevistas firmes em seus postos e irredutíveis em relação às suas reclamações.
Em 2 de janeiro de 1920, uma nova greve geral foi declarada, acompanhada pela circulação de panfletos da Associação Beneficente Operária denunciando as longas jornadas e os baixos salários.
Um marco expressivo ocorreu em 10 de junho de 1924, quando as operárias da Fábrica de Tecidos Bernardo Mascarenhas iniciaram uma greve por aumento salarial (uma antiga reivindicação), conclamando os companheiros de trabalho a aderirem à paralisação. 
O movimento acabou por se generalizar por toda a cidade, consagrando-se como um dos raros e expressivos exemplos de luta de classe no Brasil daquele período.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa 
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Mauricio Lima Corrêa

FONTE/CRÉDITOS: https://mauricioresgatandoopassado.blogspot.com/search/label/Ind%C3%BAstrias%20e%20Fabricas
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Mauricio Lima Corrêa Historiador e Pesquisador

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Mauricio Lima Corrêa Historiador e Pesquisador

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