O Zinco é um mineral fundamental para a boa saúde do organismo. Ele possibilita várias reações químicas, está presente em mais de 300 enzimas e além da sua ação antioxidante e anti-inflamatória, é essencial para a imunidade e equilíbrio hormonal.
Segundo a médica nutróloga Alice Amaral, "o Zinco não é produzido pelo organismo, por isso ele precisa ser ingerido através da alimentação e/ou suplementação. As melhores fontes alimentares são as ostras, os mariscos, as carnes vermelhas, fígado, miúdos e ovos, mas é encontrado, também, nas nozes, castanhas, sementes de abóbora, linhaça e grão de bico. Ele possui várias ações no organismo: melhora a imunidade e, com isso, diminui o risco de infecção, principalmente em idosos; estimula o crescimento, diminui o stress oxidativo, ou seja, diminui o risco de inflamação. Com sua ação antioxidante, ele previne o envelhecimento precoce, ajuda na cicatrização de feridas e na acne, estimula a tireoide, previne o diabetes Tipo 2, uma vez que melhora a sensibilidade de insulina".
O zinco também ajuda no tratamento da depressão, melhora a absorção da vitamina A, previne a queda de cabelos, melhora o desenvolvimento cognitivo, principalmente, em crianças.
"A carência de zinco está ligada a alteração do olfato e paladar, anorexia (perda do apetite), aumento das enfermidades infecciosas, cabelos fracos, quebradiços e com queda; unhas fracas e esbranquiçadas, dermatites, demora na cicatrização de feridas, comprometimento da capacidade cognitiva (diminuição da memória, da concentração e do aprendizado). A deficiência de zinco em grávidas pode causar o baixo peso do bebê ao nascer. Além disso, diminui o desejo sexual em mulheres e pode até causar impotência em homens", explica.
É importante lembrar que o zinco, além de acelerar o metabolismo, favorecendo a queima de gorduras, ajuda no crescimento muscular, sendo um ótimo suplemento para atletas ou quem deseja fazer um trabalho de definição no corpo.
"O excesso do zinco pode gerar fadiga, dores no estômago, náuseas, vômitos, diarreia e diminuição na absorção de ferro e cobre. Porém, o excesso é difícil ocorrer somente com a dieta, geralmente ocorre quando a suplementação é excessiva. Para diagnosticar, ele deve ser dosado, no sangue ou na urina. As necessidades do zinco vão variar de acordo com o sexo e com a idade", destaca a médica.
O zinco tem sido muito utilizado nos últimos meses para prevenção e até tratamento da Covid-19, entretanto, não existe comprovação científica que ele seja eficaz. "Ele é um mineral essencial para a manutenção da imunidade e a sua deficiência aumenta a suscetibilidade à doença infecciosa e também ele tem uma ação anti-inflamatória. E sabemos, também, que a sua carência está relacionada à anosmia (perda de olfato) e ageusia (perda do paladar), sintomas comuns da Covid 19. Entretanto, o uso incorreto ou excessivo pode levar a várias complicações, portanto, nada de se medicar por conta própria. Procure orientação médica".