O Vasco está fora da Copa Sul-Americana. Na noite desta terça-feira (20), o time carioca perdeu por 3 a 1 para o Boca Juniors, no Maracanã, e foi eliminado na semifinal da competição.
Como havia vencido o jogo de ida por 1 a 0 na Bombonera, o resultado no Rio de Janeiro classificou os argentinos para a decisão.
O contexto deixou a eliminação ainda mais marcante. Durante dias, o Vasco travou uma disputa jurídica para conseguir atuar no Maracanã, estádio administrado pela concessionária formada por Flamengo e Fluminense. O clube considerava o local mais adequado para receber a partida e insistiu judicialmente até obter autorização, mesmo com o Nilton Santos aparecendo como alternativa viável e tendo sido citado inclusive pela Polícia Militar como estádio apto para o confronto.
No fim, a batalha fora de campo terminou em vitória vascaína, mas dentro dele o resultado foi exatamente o oposto.
Boca golpeia cedo e controla o jogo
O Boca abriu o placar logo aos três minutos, com Di Lollo, aproveitando falha de marcação da defesa vascaína. O time argentino ampliou ainda no primeiro tempo, aos 33, com Merentiel, após contra-ataque rápido. O Vasco mostrou nervosismo, errou na saída de bola e teve dificuldades para transformar a pressão da torcida em controle do jogo.
Na segunda etapa, o time carioca apresentou postura mais agressiva. Puma Rodríguez diminuiu e recolocou o Vasco na disputa, enquanto as entradas de jogadores como Hinestroza e Brenner aumentaram a velocidade do ataque. A reação, porém, não foi suficiente.
Já nos minutos finais, Leandro Paredes marcou o terceiro gol do Boca em finalização de longa distância. O lance contou também com falha de posicionamento do goleiro Léo Jardim e encerrou qualquer possibilidade de classificação cruzmaltina.
Insistência pelo Maracanã termina em frustração
A eliminação ganhou um peso simbólico justamente pela novela envolvendo o estádio. Flamengo e Fluminense haviam rejeitado pedidos do Vasco para utilização do Maracanã, citando questões de planejamento, preservação do gramado e operação do complexo. Em determinado momento, a própria Justiça suspendeu autorização anteriormente concedida, enquanto o Nilton Santos passou a ser tratado como opção concreta para receber a partida.
Mesmo assim, o Vasco manteve a pressão jurídica para jogar no Maracanã. O elenco e a comissão técnica também demonstraram preferência pelo estádio e resistência à ideia de levar a semifinal ao Nilton Santos.
A escolha, porém, não trouxe o resultado esperado. Depois de fazer questão de atuar no estádio administrado pelos rivais cariocas, o Vasco viu o Boca dominar os momentos decisivos, vencer por 3 a 1 e sair justamente do Maracanã com a vaga na final.
Curiosidades da eliminação
A derrota quebrou uma longa sequência negativa do Boca em território brasileiro. O clube argentino não vencia no Brasil havia seis anos e 11 partidas.
A classificação também colocou o Boca em sua terceira final de Copa Sul-Americana, igualando o recorde de decisões no torneio.
Já o Vasco perdeu a oportunidade de disputar sua primeira final continental neste século. A última havia ocorrido em 2000, na Copa Mercosul. Com a eliminação, o clube encerrou sua participação na Sul-Americana com aproximadamente R$ 15,1 milhões acumulados em premiações.
No fim, o Maracanã que o Vasco tanto quis receber não virou palco de classificação. Tornou-se o cenário da eliminação.

RCWTV
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