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Segunda-feira, 20 de Maio de 2024
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Juiz de Fora

UFJF realiza campanha educativa sobre o uso racional de medicamentos

9 em cada 10 brasileiros fazem uso de remédios sem prescrição médica

Júlia Paes
Por Júlia Paes
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UFJF realiza campanha educativa sobre o uso racional de medicamentos
Foto: Arquivo UFJF
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A Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em parceria com a Farmácia Universitária, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e o Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF/MG), promove neste sábado, 11, o evento "Educação para o uso racional de medicamentos", em celebração ao Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, comemorado em 5 de maio. O evento acontecerá no PAM Marechal, situado na rua Marechal Deodoro, nº 496, Centro de Juiz de Fora, das 9h às 12h.

Uma equipe composta por professores, estudantes e residentes da área de Farmácia da UFJF oferecerá à população ações educativas em saúde, focadas no uso adequado de medicamentos, esclarecimentos sobre seu uso correto, além de serviços como aferição de pressão e outras assistências em saúde.

Segundo o diretor da Faculdade de Farmácia da UFJF, Marcelo Silvério, estatísticas nacionais e internacionais indicam que a população faz uso inadequado de medicamentos, muitas vezes recorrendo à automedicação, o que pode comprometer os resultados do tratamento.

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“Nós sabemos que os microorganismos causam doenças infecciosas. À medida que os anos avançam, eles ficam mais resistentes aos medicamentos disponíveis e isso causa um grande problema mundial que é a resistência antimicrobiana, já que os medicamentos disponíveis não conseguem facilmente acabar com as infecções mais graves”. 

O pesquisador ainda destaca a existência de microorganismos multirresistentes, ou seja, resistentes à maioria dos medicamentos disponíveis. Essa situação é alarmante, pois pode resultar na falta de acesso a medicamentos adequados para o tratamento de pacientes com infecções graves.

 

De cada 10 brasileiros, 9 se automedicam

De acordo com uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICQT) e divulgada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), 86% da população brasileira faz uso de medicamentos sem prescrição médica. O estudo revela que esse comportamento é mais prevalente entre mulheres, pessoas economicamente ativas e com maior nível de educação.

Os dados da pesquisa também indicam que a automedicação é amplamente praticada em situações como dor de cabeça, gripes, resfriados, febre e dores musculares. Além disso, os brasileiros recorrem à automedicação para questões relacionadas à ansiedade, insônia, estresse e até mesmo perda de peso.

Marcelo Silvério enfatiza que o uso racional de medicamentos envolve práticas que garantem que o paciente utilize os medicamentos de maneira adequada, seguindo as doses recomendadas, a posologia correta, pelo tempo necessário e com o menor custo possível.

“Isso se aplica a todos e quaisquer medicamentos que o paciente vá utilizar. O conceito de uso racional é importante, pois abrange o armazenamento adequado do medicamento em casa, garantindo a qualidade do produto, bem como o foco no meio ambiente por meio do descarte correto após sua inutilização, seja porque o remédio expirou ou porque não é mais necessário.”

 

Descarte correto de medicamentos vencidos e/ou não utilizados

Silvério enfatiza que medicamentos vencidos ou que não serão mais utilizados devem ser descartados de forma adequada, não no lixo comum, mas sim em lixeiras destinadas especificamente ao recolhimento de medicamentos. Essas lixeiras podem ser encontradas em farmácias e drogarias.

“Esses resíduos de medicamentos não podem ser jogados no lixo comum. Apenas as embalagens externas, como aquela caixa de papelão, podem ser descartadas dessa maneira. No entanto, o frasco do medicamento, o blister que contém comprimidos e os tubos de pomadas, por exemplo, não devem ser jogados no lixo comum. É totalmente inadequado descartar esses resíduos de medicamentos no meio ambiente”, explica o professor. 

O pesquisador também lembra que Juiz de Fora possui a Lei Municipal nº 13.442, que exige que farmácias, drogarias e farmácias de manipulação instalem pontos de coleta visíveis para o descarte de medicamentos impróprios para consumo ou com data de validade vencida.

 

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