A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) realizou, na manhã desta sexta-feira (06/03), uma reunião com a comunidade escolar do Colégio de Aplicação João XXIII. O encontro, ocorrido no Teatro Paschoal Carlos Magno, foi marcado por uma homenagem ao aluno Bernardo Lopes Dutra, do 7º ano, vítima das recentes chuvas na cidade. Atualmente, a instituição de ensino permanece interditada pela Defesa Civil devido aos riscos geológicos no entorno da estrutura.
A administração superior da UFJF informou que trabalha em duas frentes simultâneas: a avaliação técnica da segurança do prédio atual e a procura por um imóvel emergencial que comporte os cerca de mil alunos da unidade. O pró-reitor de Infraestrutura, Fábio Brum, explicou que o volume histórico de precipitações e a topografia do terreno causaram deslizamentos, o que motivou o fechamento preventivo em (24/02).
Análise técnica e integridade do prédio
Uma comissão composta por dez especialistas em engenharia e geografia foi constituída para diagnosticar a estabilidade da área. Segundo o engenheiro Rharã de Almeida Cardoso, presidente do grupo, a estrutura física e as fundações do prédio estão íntegras. O foco das intervenções, caso o parecer seja favorável à permanência no local, será a estabilização das massas de solo, contenção e drenagem do terreno circundante.
O Ministério da Educação (MEC) acompanha o caso diretamente por meio do secretário de Ensino Superior, Marcus David. O órgão federal garantiu a mobilização de recursos para as obras necessárias. Até o momento, medidas mitigadoras, como a instalação de lonas em pontos críticos, foram executadas para reduzir a movimentação de terra.
Cronograma e alternativas para os estudantes
O diretor do colégio, Felipe Bastos, reiterou que a prioridade é a segurança e a preservação da vida. Embora imóveis na cidade estejam sendo visitados, ainda não há previsão confirmada para o reinício das atividades presenciais em novo endereço. A reitoria descartou a utilização do campus universitário por falta de unidades que atendam às especificidades escolares e descartou, no momento, a adoção do ensino remoto.
A direção esclareceu que o retorno das aulas não está condicionado ao término das obras no prédio original, mas sim à viabilização de um local provisório adequado. Questionado sobre o trancamento de matrículas, o diretor de ensino, Fernando Lamas, informou que consultará as instâncias jurídicas da universidade sobre a viabilidade da medida. Para esclarecimentos, a instituição disponibiliza o canal de comunicação via e-mail: [email protected].
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