O Procon-RJ lançou nesta segunda-feira (10) uma nova cartilha informativa sobre os perigos das apostas online. O guia tem como objetivo conscientizar os consumidores do Rio de Janeiro sobre o superendividamento e proteger a saúde física, mental e financeira das famílias.
Intitulado "Apostas Online: Bets e Jogos de Azar - Proteja Seu Dinheiro, Sua Saúde e Sua Família", o documento traz orientações para identificar a perda de controle sobre o jogo. Além disso, a publicação apresenta os canais oficiais de apoio disponíveis aos cidadãos.
De forma simples, o texto desmistifica a falsa promessa de lucro fácil, reforçando que os palpites digitais não representam fonte segura de renda. O material esclarece a diferença entre entretenimento e investimento, alertando para os mecanismos de retenção dos usuários.
A cartilha destaca ainda a proibição legal da participação de menores de 18 anos nessas plataformas. Com isso, o órgão orienta pais e responsáveis a monitorarem sinais de alerta que indicam a exposição precoce de jovens a esse mercado.
Estratégia das plataformas e gatilhos psicológicos
O documento detalha como as empresas usam estratégias para manter o apostador ativo. A distribuição aleatória de prêmios gera picos de dopamina no cérebro, incentivando a busca contínua pelo próximo acerto de maneira compulsiva.
Outra armadilha identificada é o fenômeno do "dinheiro já gasto", no qual a pessoa continua jogando por sentir que parar significaria aceitar a derrota. O relatório adverte que interromper as apostas imediatamente é a única forma eficaz de conter perdas financeiras maiores.
Com o tempo, pequenas quantias perdem o impacto inicial, levando o consumidor a fazer aportes cada vez mais altos para obter a mesma adrenalina. Essa escalada compromete gravemente o orçamento familiar, exigindo atenção redobrada.
Segundo o Procon-RJ, o conteúdo foi desenvolvido com base em evidências científicas e estudos de universidades, organismos internacionais e órgãos públicos. O material consolida conhecimentos multidisciplinares atualizados e está alinhado à legislação brasileira vigente.

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