O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) reuniu autoridades da área de segurança e do sistema de Justiça para debater as ameaças impostas pelas organizações criminosas à democracia. No encontro, o subprocurador-geral de Justiça de Atuação Especializada, Cláudio Varela, destacou que a colaboração da população e o compartilhamento de dados são cruciais para enfrentar o crime organizado no estado.
Durante a reunião, Cláudio Varela relembrou sua experiência no comando do Gaeco, em 2009. Na ocasião, relatos recebidos por meio do Disque-Denúncia subsidiaram investigações fundamentais e apoiaram os trabalhos da CPI das Milícias no Rio de Janeiro.
Além disso, o debate enfatizou o papel estratégico desempenhado pelas ouvidorias públicas no recebimento de denúncias sobre irregularidades durante os pleitos eleitorais. Para os participantes, garantir a lisura do processo eleitoral é essencial para a manutenção do sistema democrático.
O ouvidor do MPRJ, David Faria, reforçou que o fluxo contínuo de dados é indispensável para responder às necessidades dos cidadãos. Segundo Faria, as ouvidorias atuam como a principal porta de entrada das demandas sociais nas instituições públicas.
Ampliação dos canais de atendimento no período eleitoral
Com o objetivo de fortalecer a fiscalização, a Ouvidoria do MPRJ expandiu seus serviços à população. A estrutura atua em regime de plantão focado nas Eleições 2026 até o dia 25 de outubro, facilitando o envio e o acompanhamento de denúncias.
A população pode registrar irregularidades diretamente no portal do MPRJ. O site disponibiliza uma página informativa com orientações para denunciar práticas ilegais, incluindo compra de votos, boca de urna, coação e transporte irregular de eleitores, além de violência política de gênero, caixa dois e propaganda eleitoral irregular.

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