O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) entrou com recurso na Justiça para aumentar a pena de 15 anos de prisão aplicada a um homem de 39 anos, condenado por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira em Manhumirim, na Zona da Mata mineira.
O caso foi julgado pelo Tribunal do Júri no dia 4 de março, após denúncia apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Manhumirim. A vítima, uma mulher de 45 anos, foi atacada com uma faca em março de 2025, dentro de uma lanchonete anexa a um posto de combustível, localizada na região central da cidade.
Agora, o Ministério Público tenta rever a sentença e ampliar a pena, alegando que a gravidade do crime justifica punição maior.
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Ataque ocorreu diante de clientes
De acordo com a denúncia do MPMG, o casal havia retomado o relacionamento cerca de 15 dias antes do crime, após um período de seis meses separados.
Na noite do ataque, a vítima estava no estabelecimento conversando com amigos quando o agressor chegou ao local e passou a observá-la de forma insistente. Ao perceber a presença do homem, a mulher pediu que ele fosse embora.
Em seguida, o acusado tentou puxar a bolsa da vítima. A mulher reagiu e o empurrou. Nesse momento, o homem sacou uma faca que carregava na cintura e desferiu um golpe na região do pescoço da vítima.
Testemunhas impediram tragédia maior
Três pessoas que estavam no local reagiram rapidamente e utilizaram cadeiras para conter o agressor e retirar a faca. Logo depois, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para socorrer a vítima.
O exame de corpo de delito confirmou que o golpe atingiu uma área muito próxima a artérias vitais, o que poderia ter resultado na morte da mulher.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a qualificadora apresentada pelo Ministério Público de que o agressor utilizou recurso que dificultou a defesa da vítima.
Ministério Público quer pena maior
Mesmo com a condenação, o MPMG considera que a pena aplicada não foi suficiente diante da gravidade da tentativa de feminicídio. Por isso, a Promotoria decidiu recorrer da decisão.
O objetivo do recurso é aumentar o tempo de prisão imposto ao condenado, reforçando a responsabilização pelo ataque contra a ex-companheira.
O processo agora seguirá para análise das instâncias superiores da Justiça, que irão decidir se a pena de 15 anos será mantida ou ampliada.
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