O Ministério Público de Minas Gerais lança, na próxima terça-feira (11/08), o Observatório Lilás, uma plataforma desenvolvida para ranquear e monitorar episódios de violência doméstica, familiar e feminicídios em
Tecnologia e inteligência de dados no enfrentamento aos crimes
A ferramenta resulta de uma cooperação entre o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (CAO-VD), a Superintendência de Tecnologia da Informação (STI) e o Gabinete de Segurança e Inteligência (GSI) do MPMG. A iniciativa integra o programa "Agosto Inteligente", voltado à inovação tecnológica do órgão.
O Observatório Lilás operará estruturado em dois pilares centrais:
• Relatórios e estatísticas municipais: Emissão de panoramas estaduais, por comarcas e municípios, subsidiará ações preventivas e debates institucionais
• Painel de dados integrados: Cruzamento de informações dos Registros de Eventos de Defesa Social (Reds) e dos Formulários Nacionais de Avaliação de Risco (Fonar) para mapear reincidências e perfil de agressores
Nota Técnica sobre misoginia digital e 20 anos da Lei Maria da Penha
Durante a cerimônia, o MPMG apresentará a Nota Técnica "Misoginia em ambiente digital: aspectos conceituais, enquadramento normativo e subsídios para a atuação do Ministério Público". O documento orienta a atuação dos promotores de Justiça no combate ao discurso de ódio e perseguição contra mulheres nas redes sociais.
A programação também marca os 20 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). A coordenadora do CAO-VD, promotora de Justiça Denise Guerzoni, ressalta que o instrumento jurídico evoluiu nas últimas duas décadas para punir novas condutas no ambiente digital, além de reconhecer a violência vicária — prática na qual o agressor atinge filhos ou bens afetivos para gerar sofrimento à mulher.

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