A Justiça de Minas Gerais decretou a prisão preventiva do homem de 36 anos que confessou ter matado a companheira grávida, na noite de segunda-feira (10), em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada na tarde de quarta-feira (12), e o suspeito permanecerá preso durante o andamento das investigações.
A decisão foi proferida pela juíza Joyce Souza de Paula, da Vara do Tribunal do Júri de Juiz de Fora, após pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A magistrada considerou a gravidade do caso e a necessidade de garantir a ordem pública para manter a prisão.
Vítima estava grávida de aproximadamente quatro semanas
A mulher, também de 36 anos, foi morta a facadas dentro de casa, no bairro Santo Antônio, na Região Sudeste de Juiz de Fora.
Segundo informações repassadas à reportagem, a vítima estava com aproximadamente quatro semanas de gestação e esperava o primeiro filho.
O crime teria sido presenciado pela irmã da vítima e pelas duas sobrinhas, de 2 e 7 anos. Conforme relato da familiar, a mulher já havia comentado anteriormente sobre comportamentos agressivos do companheiro e teria relatado episódios em que ele tentou atacá-la com uma faca.
Suspeito fugiu após o crime e foi localizado pela PM
Após o homicídio, o homem deixou o imóvel e fugiu. Ele foi localizado pouco depois pela Polícia Militar no bairro Manoel Honório, na Zona Leste da cidade.
Durante a abordagem, o suspeito confessou o crime aos policiais. Segundo a versão apresentada por ele, a agressão teria ocorrido depois que a companheira pegou uma faca.
A versão apresentada pelo investigado será analisada no decorrer da investigação e do processo judicial.
Suspeito possui registros anteriores
Natural de Belo Horizonte, o homem foi classificado pela Polícia Militar como de “alta periculosidade” no boletim de ocorrência.
O documento menciona registros relacionados a envolvimento com quadrilhas e um número elevado de ocorrências policiais e processos judiciais. Conforme informações do processo, ele possui ao menos um registro por furto na Comarca de Belo Horizonte e antecedentes relacionados a violência doméstica.
O homem é representado pela Defensoria Pública de Minas Gerais, que confirmou a manutenção da prisão. O órgão informou que não comenta casos criminais específicos e que se manifesta nos autos para preservar o devido processo legal.
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