Aguarde, carregando...

Segunda-feira, 28 de Setembro 2026

Eleições 2026

AO VIVO
Apurado: 0%
Aguardando início da apuração oficial...
Economia

Juros altos continuam a pressionar endividamento das famílias brasileiras

Apesar de leve recuo mensal, taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas permaneceu em 61,5% ao ano em março, segundo o Banco Central.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Juros altos continuam a pressionar endividamento das famílias brasileiras
© Marcello Casal JrAgência Brasil
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O endividamento das famílias brasileiras segue sob forte pressão devido aos juros elevados, conforme apontam as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (27). Em março, a taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas manteve-se em 61,5% ao ano, um patamar ainda alto apesar de uma modesta redução de 0,4 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Essa conjuntura de crédito caro tem levado as famílias a recorrerem a modalidades de curto prazo, como o cartão de crédito, para gerenciar suas finanças. A inadimplência total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) registrou 4,3% em março, com uma leve queda mensal de 0,1 p.p., mas um aumento expressivo de 1,0 p.p. em comparação com o mesmo período do ano anterior.

No âmbito familiar, a inadimplência atingiu 5,3%, representando um acréscimo de 1,4 p.p. em um ano. O endividamento geral das famílias brasileiras alcançou 49,9% em fevereiro, com um leve aumento de 0,1 p.p. mensal e 1,3 p.p. anual. O comprometimento da renda com dívidas chegou a 29,7%, evidenciando a dificuldade financeira enfrentada por muitos.

Publicidade

Leia Também:

Expansão do crédito às famílias persiste

Apesar dos juros altos, o saldo das operações de crédito do SFN totalizou R$ 7,2 trilhões em março, apresentando um crescimento de 0,9% no mês. O crédito destinado às famílias somou R$ 4,5 trilhões, com uma alta mensal de 0,8% e uma expansão anual de 10,9%.

No segmento de crédito livre para pessoas físicas, o saldo atingiu R$ 2,5 trilhões, com um avanço de 1,1% no mês e 12,3% em 12 meses. O BC destacou o crescimento nas operações de cartão de crédito à vista, crédito consignado para trabalhadores do setor privado e financiamentos de veículos como impulsionadores desse aumento.

O crédito direcionado às famílias, que inclui linhas com condições específicas, totalizou R$ 2,0 trilhões, com um crescimento de 0,5% no mês e 9,3% em 12 meses.

Crédito ampliado alcança R$ 21 trilhões

O crédito ampliado ao setor não financeiro atingiu R$ 21,0 trilhões em março, o equivalente a 162,3% do PIB. Houve uma leve retração de 0,3% no mês, mas um crescimento de 11,2% em 12 meses.

O crédito ampliado para empresas registrou R$ 7,1 trilhões, com uma expansão mensal de 1,5%. Esse crescimento foi impulsionado principalmente por títulos privados de dívida, empréstimos externos e operações do SFN.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp RCWTV
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )