O Instituto Antonio Ernesto de Salvo (INAES) apresentou, na manhã desta terça-feira (9/6), na sede do Sistema Faemg Senar, seu novo e abrangente planejamento estratégico. Este documento, fruto de nove meses de trabalho, servirá como bússola para a atuação do INAES até 2030, consolidando um ciclo de fortalecimento institucional com ênfase em inovação, inteligência de dados, sustentabilidade e a geração de valor para os produtores rurais de Minas Gerais.
Essa iniciativa estratégica reafirma a importância do INAES no contexto do Sistema Faemg Senar. Ela estabelece diretrizes claras para uma performance cada vez mais alinhada às necessidades do setor agropecuário, explorando oportunidades de desenvolvimento e promovendo a disseminação de conhecimento no campo.
Renato Laguardia, presidente do INAES, enfatizou a significativa transformação vivenciada pela instituição nos últimos anos, bem como o aprofundamento de sua integração com as demais entidades do Sistema. “Nossa missão é fortalecer os sindicatos de produtores rurais, fomentar a inovação, apoiar a pesquisa e contribuir ativamente para a sustentabilidade econômica de todo o setor produtivo”, ressaltou.
Bruno Rocha de Melo, superintendente de Agronegócio e Inovação do Sistema Faemg Senar, explicou que o planejamento surgiu da necessidade de definir uma linha de atuação mais nítida para o instituto, que celebra 18 anos. “O INAES já integrava o Sistema Faemg Senar, mas precisava consolidar seu papel e sua contribuição estratégica. Este plano nos permite direcionar esforços, fortalecer nossa presença e ampliar os resultados entregues aos produtores rurais”, afirmou.
Bruno Rocha de Melo detalhou os pilares do planejamento estratégico do INAES.
O planejamento estratégico
A construção do planejamento foi embasada em um diagnóstico institucional robusto. Este processo envolveu mais de 40 entrevistas com lideranças do agronegócio, pesquisadores, universidades, sindicatos, produtores rurais e organizações parceiras.
O trabalho incluiu ainda análises de mercado aprofundadas, um benchmarking criterioso com instituições de referência e uma avaliação minuciosa do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio.
Heloísa Regina Guimarães de Menezes, consultora responsável pelo processo, sublinhou a eficácia do trabalho: “Nós transformamos o potencial institucional do INAES em uma direção clara e de longo prazo, construindo um plano capaz de ampliar a relevância da instituição para o agro mineiro e brasileiro”.
Com base nesse diagnóstico detalhado, foram estabelecidas três frentes prioritárias de atuação para o INAES:
- A primeira é a inovação, com a criação de um hub dedicado a conectar produtores rurais, universidades, centros de pesquisa, startups e instituições de ciência e tecnologia.
- A segunda é a sustentabilidade, que será impulsionada pela estruturação de uma Central de Apoio ao Produtor Rural.
- A terceira é a inteligência, por meio da criação de um núcleo focado na produção e análise de dados para subsidiar produtores, sindicatos, o mercado e a imprensa.
Antônio de Salvo, presidente do Sistema Faemg Senar, destacou: “O INAES possui uma capacidade notável de dialogar com diversos setores, aproximar parceiros e colaborar na construção de soluções inovadoras. Isso expande as possibilidades de atuação do Sistema e fortalece a entrega de resultados concretos para o produtor rural”.
A equipe de liderança do INAES e a consultoria responsável pelo plano estratégico.
Lançamento da Rede do Agro
Durante o evento, o INAES também apresentou a marca Rede do Agro, uma iniciativa inovadora. Ela visa conectar produtores e fornecedores para facilitar a realização de compras coletivas de insumos, o que amplia significativamente o poder de negociação e reduz custos, beneficiando especialmente pequenos e médios produtores.
Bruno Rocha de Melo explicou que, muitas vezes, um pequeno produtor enfrenta dificuldades para negociar diretamente com a indústria. “Ao se unir a outros produtores, ele passa a ter acesso a preços mais vantajosos e a oportunidades que antes não estavam ao seu alcance”, detalhou.
Nos últimos 12 meses, a Rede do Agro movimentou cerca de R$ 3,5 milhões em negociações, gerando uma economia média de 11% aos participantes, o que representa mais de R$ 330 mil em redução de custos. Além das compras coletivas, a iniciativa incentiva o planejamento estratégico das aquisições, permitindo que os produtores comprem insumos em períodos mais favoráveis e mitiguem os impactos da sazonalidade dos preços. “O sindicato atua como a ponte entre o produtor e as oportunidades, utilizando essa capilaridade para levar soluções concretas ao campo”, concluiu Bruno.
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