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Segunda-feira, 08 de Junho 2026
Minas Gerais

Governo de Minas Gerais incorpora quatro municípios à microrregião do Queijo do Serro

Carmésia, Guanhães, São João Evangelista e Senhora do Porto passam a integrar polo oficial; anúncio ocorreu no 8º Festival do Queijo Artesanal de Minas

Talia Santana
Por Talia Santana
Governo de Minas Gerais incorpora quatro municípios à microrregião do Queijo do Serro
Diego Vargas / Seapa
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O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), oficializou a expansão da microrregião produtora do Queijo Minas Artesanal (QMA) do Serro. O anúncio foi realizado durante a abertura do 8º Festival do Queijo Artesanal de Minas, em Belo Horizonte. Com a medida, os municípios de Carmésia, Guanhães, São João Evangelista e Senhora do Porto passam a integrar legalmente o território delimitado, o que confere o reconhecimento ao modo de fazer tradicional das agroindústrias locais.

Agregação de valor e nova configuração geográfica

A inclusão é fruto de um diagnóstico técnico executado de forma conjunta pela Seapa, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). A chancela legal permite aos produtores das quatro cidades utilizar o selo de origem do Serro, agregando valor comercial ao produto e habilitando a participação das queijarias em concursos estaduais, nacionais e internacionais.

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Com essa ampliação, a microrregião do Serro se consolida com 16 municípios regulamentados: • Alvorada de Minas, Carmésia, Coluna e Conceição do Mato Dentro. • Congonhas do Norte, Dom Joaquim, Guanhães e Materlândia. • Paulistas, Rio Vermelho, Sabinópolis e Santo Antônio do Itambé. • São João Evangelista, Senhora do Porto, Serra Azul de Minas e Serro.

Balanço do festival e novos produtos regulamentados

O 8º Festival do Queijo Artesanal de Minas, promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) e pelo Sebrae Minas, ocorreu no Parque da Gameleira de forma simultânea à Megaleite, considerada a maior exposição da pecuária leiteira da América Latina. O evento contou com uma estrutura de estandes representativos de 14 regiões queijeiras do estado, cobrindo polos tradicionais — como Canastra, Cerrado e Campo das Vertentes — e territórios emergentes. A média histórica de público da festividade gira em torno de 21 mil visitantes por edição.

Além da expansão do Serro, a feira marcou a estreia oficial de duas iguarias recém-regulamentadas pelos órgãos de defesa e extensão agropecuária do estado: o queijo artesanal do Vale do Suaçuí e o requeijão moreno do Vale do Mucuri. Outro destaque foi o queijo cabacinha, do Vale do Jequitinhonha, que participou com espaço próprio após ter sua regulamentação concluída no ano anterior.

Paralelamente às mostras gastronômicas e oficinas de culinária, a Seapa coordenou o Seminário Técnico do Queijo Artesanal. O encontro promoveu debates voltados para produtores, veterinários e especialistas sobre normas de sanidade animal, controle laboratorial de qualidade da água nas propriedades e certificações sanitárias essenciais para a expansão do mercado de laticínios artesanais, impactando canais de distribuição que abastecem grandes centros comerciais mineiros, como Juiz de Fora.

FAQ

Quais foram os novos municípios incluídos na microrregião do Serro?

Os quatro novos municípios integrados à região produtora são Carmésia, Guanhães, São João Evangelista e Senhora do Porto. Ao todo, o polo produtor do Serro conta agora com 16 cidades oficialmente reconhecidas.

Quais novos produtos tradicionais estrearam como regulamentados nesta edição do festival?

O festival marcou a estreia do queijo artesanal do Vale do Suaçuí e do requeijão moreno do Vale do Mucuri, ambos recém-normatizados pelas instituições de agricultura do Estado de Minas Gerais.

Qual é a vantagem prática para um município em ser incluído em uma microrregião oficial de queijo?

A inclusão garante o reconhecimento legal do selo de origem e da identidade territorial do produto. Isso protege o patrimônio cultural da região, impede falsificações e permite que o produtor aumente o preço de venda e dispute concursos oficiais de qualidade.

FONTE/CRÉDITOS: Governo de Minas Gerais

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