A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avaliou como positiva a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic para 14% ao ano, mas destacou que o patamar dos juros ainda permanece elevado para impulsionar a atividade industrial, ampliar investimentos e favorecer a geração de empregos.
Segundo a entidade, embora o corte represente um avanço no cenário econômico, a manutenção de uma taxa básica de juros elevada continua dificultando o acesso ao crédito, reduzindo a capacidade de investimento das empresas e afetando a competitividade da indústria brasileira.
FIEMG defende equilíbrio entre política monetária e fiscal
O economista-chefe da FIEMG, João Gabriel Pio, afirmou que o controle da inflação é essencial para garantir um crescimento sustentável, mas ressaltou que o processo precisa ocorrer com menor impacto sobre a produção e o mercado de trabalho.
“A estabilidade de preços é indispensável para o crescimento sustentável da economia. O processo precisa ocorrer com menor custo para a produção, os investimentos e o emprego, o que exige maior coordenação entre as políticas monetária e fiscal”, afirmou.
Para a Federação, a decisão do Copom ocorre em um momento de persistência de pressões inflacionárias, principalmente no setor de serviços, além de um mercado de trabalho aquecido e incertezas relacionadas ao cenário fiscal.
Entidade aponta impacto dos juros altos na indústria
Na avaliação da FIEMG, uma política fiscal mais expansionista e a ampliação de programas de crédito subsidiado, sem um compromisso com o equilíbrio das contas públicas, podem reduzir a eficiência da política monetária e tornar o combate à inflação mais difícil.
A entidade afirma que um ciclo mais consistente de redução dos juros depende de um ambiente econômico com maior previsibilidade, responsabilidade fiscal e confiança dos agentes do mercado.
“Um ciclo mais consistente de queda dos juros depende de um ambiente macroeconômico mais equilibrado, com responsabilidade fiscal, previsibilidade e maior efetividade da política monetária. Esse conjunto de fatores amplia a confiança, favorece o investimento produtivo e fortalece a competitividade da indústria”, destacou João Gabriel Pio.
Indústria busca cenário favorável para investimentos
A FIEMG reforçou que a indústria necessita de um ambiente econômico estável, com inflação controlada, juros em trajetória sustentável de redução e condições favoráveis para novos investimentos.
Segundo a entidade, esse cenário é fundamental para ampliar a capacidade produtiva, elevar a produtividade e promover um crescimento econômico mais forte e duradouro no país.
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