O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi detido na manhã desta terça-feira (5), no Rio de Janeiro, durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. A ação tem como objetivo desmantelar uma suposta organização criminosa suspeita de cometer fraudes em processos de compra de materiais e contratação de serviços, incluindo obras de reforma, no âmbito da Secretaria de Educação do Estado.
Agentes da Polícia Federal estão cumprindo sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão em diversas cidades do estado, como Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a PF, os envolvidos podem responder por crimes como organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
O gabinete do parlamentar se pronunciou, informando que emitirá uma nota oficial com seu posicionamento sobre a prisão ainda nesta terça-feira.
Secretaria de Educação sob revisão
Em resposta à operação, a Secretaria Estadual de Educação declarou que está conduzindo uma revisão administrativa de todos os procedimentos relacionados a obras de manutenção e reparo nas unidades escolares da rede estadual.
Uma das novas medidas adotadas pela pasta estabelece um teto de R$ 130 mil para intervenções classificadas como manutenção e pequenos reparos.
Essa resolução está alinhada às diretrizes da nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133). Obras que excedam esse valor serão consideradas intervenções de maior porte e ficarão a cargo da Empresa de Obras Públicas (Emop-RJ), conforme comunicado pela secretaria.
A secretaria também reiterou seu compromisso em colaborar ativamente com o Ministério Público Estadual, o Tribunal de Contas do Estado e outros órgãos de controle.

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