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Sexta-feira, 05 de Junho 2026
Juiz de Fora

Centro de Preservação da Cultura Negra realiza segunda edição do “Epistenegrologias Insurgentes”

Evento traz pesquisas acadêmicas que valorizam o conhecimento produzido por grupos racializados em Juiz de Fora

Júlia Valgas
Por Júlia Valgas
Centro de Preservação da Cultura Negra realiza segunda edição do “Epistenegrologias Insurgentes”
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O Centro de Preservação da Memória Negra de Juiz de Fora e Região (CPMN), em parceria com a Secretaria Especial da Igualdade Racial (Seir), promoveu nesta quarta-feira (24) a segunda edição da série de apresentações de pesquisas acadêmicas “Epistenegrologias Insurgentes”. A iniciativa busca combater o que a filósofa Sueli Carneiro chama de “epistemicídio”, processo de desvalorização do conhecimento produzido por grupos racializados, especialmente negros.

O encontro ocorreu no Anfiteatro João Carriço, localizado na Avenida Barão do Rio Branco, 2234, às 19h, e contou com a participação da especialista em literatura e cultura afro-brasileira Denise Nascimento. Ela apresentou a pesquisa “Desengomando a liberdade: trabalhadoras negras do serviço doméstico e suas agências em Juiz de Fora (1887-1892)”. A entrada foi franca, sem necessidade de inscrição prévia.

Denise explicou que o estudo aborda como as trabalhadoras negras da cidade encontraram formas de exercer liberdade e autonomia dentro do contexto restritivo do serviço doméstico nos anos finais do período escravocrata. “Desengomar a liberdade foi uma estratégia da população negra diante da negação da elite escravista juiz-forana em aceitar as lutas pela liberdade e os significados dados a esta luta”, destacou a pesquisadora.

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O nome “Epistenegrologias” é um trocadilho com epistemologia, ramo da filosofia que estuda a natureza, origem e validade do conhecimento. O objetivo do evento é dar visibilidade a pesquisas que centram suas discussões na negritude e insurgem contra a tentativa histórica de apagamento do conhecimento afrocentrado e diaspórico.

Ao promover a série, o CPMN reafirma seu papel como espaço democrático e vivo de produção de saberes, consolidando um novo modelo de museologia voltado à preservação da cultura negra e à valorização da memória e da pesquisa acadêmica na cidade.

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FONTE/CRÉDITOS: Prefeitura de Juiz de Fora

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Júlia Valgas

Repórter na RCWTV – Rede de Canais Web, com foco na produção de conteúdo acessível, imparcial e de interesse público. Atua com responsabilidade e linguagem clara, aproximando a informação do leitor. Graduanda em Jornalismo apaixonada por contar as...

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