A qualidade da produção artesanal de Minas Gerais foi destaque na Alimentaria 2026, uma das maiores feiras de alimentos e bebidas do mundo, realizada em Barcelona. Na última semana de março (25/03 a 28/03), comitivas mineiras apresentaram o potencial das cachaças de alambique de Salinas, consolidando a presença do estado no mercado europeu.
A ação foi coordenada pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) em parceria com a Associação dos Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas (Apacs). Além da bebida pura, o público internacional conheceu inovações como caipirinha em lata e licores, produtos que visam atender às novas demandas da coquetelaria global.
Potencial de exportação
Dados da Seapa indicam que, em 2025, Minas Gerais exportou cerca de US$ 1,5 milhão em cachaça, o que representa aproximadamente 337 toneladas do produto. No entanto, as vendas para a Espanha somaram apenas US$ 18,9 mil no mesmo período, revelando um amplo espaço para crescimento.
Atualmente, Minas lidera o setor no Brasil, concentrando 40% dos produtores regularizados do país. Ao todo, 256 municípios mineiros possuem estabelecimentos registrados, reforçando a capilaridade e a importância econômica da cadeia produtiva.
Diferencial geográfico
Um dos pontos fortes da promoção em Barcelona foi a Indicação de Procedência (IP) "Região de Salinas". Este selo de qualidade garante que o produto possui características únicas vinculadas ao território, que abrange municípios como Salinas, Novorizonte, Taiobeiras e Rubelita.
A participação na feira permitiu a aproximação com compradores do modelo B2B (negócios entre empresas), gerando expectativas de novas parcerias institucionais e comerciais para fortalecer o selo mineiro no exterior através da iniciativa Agroexporta.
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