O Brasil registrou 830.890 ocorrências de furto e roubo de celulares em 2025, o que representa uma queda de 9% em relação ao ano anterior, segundo dados do 20° Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Apesar da redução total, os furtos tiveram um leve crescimento de 0,9%, superando 483 mil casos.
A redução mais expressiva ocorreu nos roubos, que despencaram 18,6%, caindo de 377.787 para 308.723 registros. Por outro lado, os furtos — que costumam ocorrer sem percepção imediata da vítima em locais movimentados — já correspondem a 61% de todas as subtrações de aparelhos no país.
O avanço dos furtos elevou a média diária para aproximadamente 1.325 registros em 2025. Como o telefone é o principal meio de comunicação e acesso a serviços financeiros no Brasil, a perda do dispositivo gera um forte impacto no orçamento das famílias brasileiras.
Uma pesquisa da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e do Instituto Locomotiva revelou que 60% dos entrevistados já foram vítimas ou convivem com quem teve o celular levado sem ter condições de repô-lo imediatamente.
O estudo aponta ainda que 53% das famílias não conseguem cobrir todas as despesas básicas do mês, e apenas 11% encerram o período com sobra financeira. A reposição do aparelho frequentemente compromete recursos destinados à alimentação, moradia e transporte.
Além da perda financeira do equipamento, o prejuízo se estende à interrupção do trabalho e ao risco de golpes. Criminosos buscam acessar aplicativos bancários, carteiras digitais e dados pessoais para realizar transferências ou fraudes.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Datafolha, de março de 2026, mostram que 78,8% da população teme perder o aparelho para o crime, enquanto 83,2% receiam golpes virtuais e telefônicos.
Diante desse cenário, especialistas recomendam o bloqueio imediato de contas, aparelhos e linhas. Sidemar Sprincigo, da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), destaca que proteções financeiras podem mitigar esses danos.
“Quando o celular é levado, o prejuízo pode ir muito além do valor do equipamento. O seguro para celular e o seguro contra golpes bancários, conhecido como seguro Pix, oferecem camadas complementares de proteção”, afirma Sprincigo.
O seguro de celular cobre situações como roubo e danos acidentais, enquanto o seguro Pix protege contra transações sob coação. No entanto, as condições e exclusões variam conforme cada apólice.
Cuidados ao contratar um seguro
Antes de contratar, o consumidor deve avaliar taxas, franquia, depreciação do aparelho e carências. É fundamental analisar se o dispositivo é essencial para trabalho ou estudo e compreender a diferença entre furto simples e qualificado.
Embora não evite a criminalidade, a contratação de proteção adequada pode amenizar perdas financeiras graves e proteger a organização do orçamento familiar em emergências.

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