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Segunda-feira, 10 de Agosto 2026
Saúde

Baixa cobertura vacinal em SP aumenta o risco de surto de sarampo

Capital paulista tem 75% de imunizados, mas precisa de 95% para interromper a transmissão da doença, aponta infectologista.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Baixa cobertura vacinal em SP aumenta o risco de surto de sarampo
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A baixa cobertura vacinal na cidade de São Paulo intensifica o risco de um novo surto de sarampo, segundo alertam especialistas em saúde pública. Atualmente, o índice de imunização na capital paulista está em cerca de 75%, patamar bem abaixo dos 95% recomendados para interromper totalmente a circulação do vírus na população.

Segundo o infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, a entrada de novos casos é inevitável em um polo internacional como São Paulo. Ele explica que o ciclo de incubação e transmissão dura cerca de 20 dias, iniciando-se dez dias antes dos primeiros sintomas e estendendo-se por mais 12 dias após o surgimento da febre.

Para proteger o país, o especialista destaca dois pilares fundamentais: a vacinação homogênea e a vigilância ativa. Como a capital recebe diariamente milhares de viajantes a trabalho ou turismo, locais com baixas taxas de vacinação transformam-se em bolsões vulneráveis propensos a novos focos de contágio.

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Kfouri ressalta que a imunização é eficaz para conter a transmissão ao atingir a meta populacional. Embora exista uma margem de falha vacinal estimada em 5%, a aplicação de uma dose de reforço resolve essa vulnerabilidade a um custo baixo para o sistema público.

Casos confirmados e cenários de contágio

A Grande São Paulo concentrou 23 dos 24 casos confirmados da doença na última temporada. A transmissão comunitária afetou principalmente a zona norte da capital, gerando sete confirmações na Vila Medeiros e duas na Vila Maria, com foco principal em uma creche de educação infantil.

Crianças com menos de um ano, que ainda não podem receber a dose, representam a maioria dos infectados e internados. A prefeitura confirmou infecções importadas da Bolívia e da Guatemala, além de registros vinculados ao município de Guarulhos.

O cenário atual repete a dinâmica do ano anterior, quando casos vindos do exterior propagaram o vírus por estados como Mato Grosso do Sul e Tocantins. Apesar dos alertas, as equipes de saúde permanecem treinadas e com testes disponíveis para ações rápidas de resposta.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil

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