A Associação Comercial e Empresarial de Juiz de Fora (ACEJF) informou em comunicado oficial à imprensa nesta sexta-feira (4) que vai à Justiça contra o município de Juiz de Fora para impedir “qualquer tipo de restrição ao funcionamento do comércio e dos serviços locais”. A medida é uma resposta à regressão de Juiz de Fora à fase mais restritiva dentro do programa Minas Consciente do governo estadual. Conforme decisão do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 nesta quinta-feira (3), a cidade volta para a onda vermelha a partir da próxima segunda-feira (7).
Como justificativa, a Associação avalia “não ser possível que a classe produtiva, já tão prejudicada com medidas de duvidosa eficácia, pague mais uma vez essa conta”. Nesse sentido, a entidade atribuiu às medidas impostas pelo Comitê como “extremamente prejudiciais ao setor produtivo e de serviços”.
Conforme o comunicado da ACEJF, uma ação civil pública tramitava desde o início de julho contra o Município e o Estado de Minas Gerais. Na ocasião foi pleiteada uma medida liminar, negada pelo juízo de primeiro grau e combatida através de recurso de agravo, junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.
Por enquanto, a entrada de Juiz de Fora na fase mais restritiva segue em curso. Conforme a Administração Municipal, um decreto detalhando as mudanças será publicado ainda neste sábado (5).