A vereadora Kátia Franco Protetora (REDE) aprovou um requerimento, na última reunião ordinária, na Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF), solicitando ao Secretário de Mobilidade Urbana a intensificação, junto à Polícia Militar (PM) dos ônibus urbano do sistema que atende aos passageiros de Juiz de Fora. Nos últimos dias, uma equipe da vereadora esteve nas ruas e flagrou veículos com faróis queimados, falta de placa de identificação, ausência de cobrador em coletivos de tamanho normal, dentre outras.
Segundo a vereadora, não há uma fiscalização nas ruas, como é feita com os carros e motos que transitam e são parados nas blitz. "Se não há punição, os ônibus vão continuar rodando com equipamentos irregulares, fato este que, se fosse eu ou você parado em uma blitz, teríamos nosso veículo multado e, às vezes até rebocado", disse.
Outros tipos de fiscalização, que não cabem às blitz, podem ser feitas pela Secretaria de Mobilidade Urbana (SMU), seja nos pontos finais, ou na saída dos ônibus da garagem. "Os veículos estão saindo da garagem sem o número de identificação, existem equipamentos eletrônicos dos ônibus novos que não estão funcionando, os ônibus não estão saindo com a placa de itinerário na lateral do ônibus, alguns estão sujos, faltando bancos e até mesmo cobradores", elencou a vereadora. "Isso, a prefeitura deve cobrar, pois se a empresa assumiu todas as linhas da cidade, ela tinha ciência das dificuldades que enfrentaria. Demos um tempo para adaptação. Agora é hora de cobrar", completou.
Situação dos cobradores
Com a chegada de micro-ônibus em Juiz de Fora, alguns cobradores, a maioria deles egressos da Tusmil, foram demitidos da Ansal. Um dos cobradores demitidos revelou à equipe da parlamentar que o número de profissionais dispensados aproxima-se de 30. Kátia enviou um pedido de informação à Prefeitura para saber se o executivo acompanha esses casos, uma vez que a prefeita garantiu que não haveria prejuízos para esses profissionais. "São pessoas que perderam seus empregos, não por incompetência, mas por problemas gerados entre as operadoras do transporte coletivo. A prefeitura garantiu que esses trabalhadores não teriam perdas. Será que esse trabalho está sendo acompanhado de perto? Quem decide quais linhas devem receber os ônibus menores? Por que esses profissionais não foram realocados? Estamos fazendo uma série de questionamentos à prefeitura, para que esses trabalhadores não sejam prejudicados", disse.
Além disso, a vereadora quer realizar, nos primeiros meses de 2023, uma Audiência Pública sobre o transporte coletivo da cidade. "Somos sabedores que algumas linhas do transporte coletivo nunca mais voltaram, como a 503 - Paineiras; a 437 - São Bernardo; a 630 - Rodoviária, dentre outras. Já em alguns bairros, o número de veículos e viagens disponíveis reduziu consideravelmente, como o caso da linha 501 - Padre Café x Jardim Glória; a 524 - São Mateus, etc. Na audiência, queremos cobrar o retorno de todas as linhas e todos os horários e tambémque seja respeitadoo limite de 10 anos para os ônibus, pois vimos carros 2010 e 2011 circulando. Mais ônibus nas ruas, significa menos carros. Menos carros, a mobilidade urbana e o meio ambiente agradecem", finalizou.
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