A Polícia Civil de Minas Gerais, junto com representantes da Vigilância Sanitária Municipal, compareceu a uma clínica de repouso para idosos, que funciona no Bairro Graminha, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, e abriu inquérito contra a proprietária para apurar as condições insalubres as quais os idosos eram submetidos. A ação foi realizada após determinação do Ministério Público.
Segundo a autoridade policial responsável pelo Núcleo, Dr. Hamilton, o local estava em péssimas condições de higiene e com estrutura precária: colchões em péssimas condições, quartos sem iluminação adequada, camas quebradas, banheiros com o chão sujo de fezes e sem papel higiênico, sala de enfermagem com infiltração no teto e alagada, lavanderia insalubre, entre outros problemas que inviabilizariam o funcionamento da instituição.
Segundo o delegado, a clínica já havia sido interditada pela vigilância sanitária, mas continuou a funcionar por força de uma liminar da justiça. Diante da situação apresentada, a proprietária foi encaminhada à Delegacia do Idoso, onde prestou declarações e foi liberada, por tratar-se de crime de menor potencial ofensivo, sendo instaurado inquérito policial para apurar o fato.
Ainda segundo o delegado, este é o segundo inquérito instaurado contra a proprietária da clínica.
A fim de solucionar o problema quanto as condições a que os idosos estavam submetidos, foi solicitada reunião com representantes da Secretaria de Assistência Social do Município, que se mostraram muito sensíveis à situação dos idosos e imediatamente conseguiram vagas para os mesmos em um outro lar para idosos no município. Ainda durante a reunião, foi estabelecida uma parceria entre a Delegacia do Idoso e a Secretaria de Assistência Social, para verificação das denúncias de maus tratos, a fim de que todas as denúncias sejam apuradas.
Fonte: Polícia Civil

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