Uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) resultou na apreensão de cerca de 160 animais silvestres e exóticos e na prisão do responsável por um empreendimento investigado por comércio ilegal de fauna em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A ação, batizada de Operação Tráfico Digital, foi realizada nos dias 12 e 13 de maio.
Investigação começou após monitoramento de redes sociais
Segundo o MPMG, as investigações começaram após análise de perfis do empreendimento “Mini Rancho Neverland” no Instagram, que possui mais de 580 mil seguidores.
As publicações indicavam possível comercialização irregular de animais silvestres e exóticos para compradores de diferentes regiões do país.
Operação apreendeu araras, tucanos, papagaios e jibóias
Durante a fiscalização, equipes encontraram animais em situação de maus-tratos, mantidos em ambientes superlotados e sem documentação regular.
Entre os animais apreendidos estavam:
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araras canindé e araras macau
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papagaios verdadeiros e papagaios do congo
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cacatuas
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tucanos
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emus
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cervos
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quatis
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veados catingueiros
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cutias e pacas
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jibóias
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saguis
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escorpiões imperadores
As equipes também identificaram indícios de clonagem e reutilização de anilhas, microchips e notas fiscais.
Alpaca morreu durante operação
Além dos animais silvestres, fiscais encontraram três cabras e uma alpaca em situação de maus-tratos.
A alpaca morreu durante a operação, e o cadáver de uma ovelha também foi localizado no imóvel.
Os corpos foram encaminhados para necropsia pela Polícia Civil, que irá investigar as causas das mortes.
Polícia apreendeu celulares, computadores e documentos
Durante a ação, também foram apreendidos:
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celulares
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computadores
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máquinas de cartão
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documentos
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dispositivos de armazenamento
Os animais foram levados ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) e para instituições habilitadas.
Suspeito teve prisão convertida em preventiva
O responsável pelo local foi preso em flagrante por crimes ambientais, incluindo maus-tratos, manutenção irregular de animais silvestres e introdução ilegal de espécies no país.
Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva pela Justiça.
Segundo o MPMG, a multa administrativa aplicada pode chegar a R$ 1,2 milhão. As investigações seguem em andamento.
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