A 6ª Companhia Especial de Operações Aéreas (6ª CEOA), estrutura de Suporte Aéreo de Saúde, foi inaugurada nesta terça-feira (15), em Juiz de Fora, para ampliar o atendimento de urgência e emergência em 198 municípios das macrorregiões Sudeste, Leste do Sul e Centro-Sul de Minas Gerais. A estrutura poderá beneficiar aproximadamente 3 milhões de pessoas.
A unidade foi implantada pelo CISDESTE, CISRU e Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, em uma articulação que também envolveu o Governo de Minas, Ministério Público, Prefeitura de Juiz de Fora, Regionais de Saúde e os municípios consorciados.
Helicóptero será usado em casos graves
O suporte aéreo será destinado a situações em que a redução do tempo de deslocamento pode ser determinante para o atendimento, como acidentes com múltiplas vítimas, traumas graves, emergências cardiovasculares e neurológicas, além de transferências de pacientes em estado crítico e ocorrências em áreas distantes ou de difícil acesso.
A nova estrutura atenderá 147 municípios integrantes do CISDESTE e 51 vinculados ao CISRU. A operação também deverá integrar Regulação Médica, equipes do SAMU 192, Corpo de Bombeiros e a rede hospitalar.
A expectativa é reduzir o tempo de resposta das equipes e agilizar o encaminhamento de pacientes para hospitais de referência, ampliando a capacidade de atendimento da rede regional.
Construção custou cerca de R$ 4 milhões
A construção do hangar recebeu investimento de aproximadamente R$ 4 milhões, custeado pelos municípios integrantes do CISDESTE e do CISRU. A contribuição foi calculada de forma proporcional à população de cada município, no valor de R$ 1,53 por habitante.
O terreno foi cedido pela Prefeitura de Juiz de Fora, enquanto o projeto da estrutura foi elaborado pelo Corpo de Bombeiros. O CISDESTE ficou responsável pela coordenação do processo licitatório, execução e acompanhamento das obras.
O helicóptero destinado ao atendimento aeromédico foi adquirido pelo Governo de Minas Gerais. Durante a inauguração, também foi realizado o descerramento de uma placa em homenagem aos municípios que participaram do financiamento da construção do hangar.
Início das operações ainda depende de treinamento
Apesar da inauguração, o serviço ainda não tem uma data definida para começar a operar. A previsão é de que as atividades tenham início nos próximos dias, após a realização de um novo treinamento das equipes do SAMU.
O presidente do CISDESTE e prefeito de Leopoldina, Pedro Augusto Junqueira Ferraz, destacou durante a solenidade que a estrutura permitirá reduzir distâncias e acelerar o atendimento de pacientes em situações críticas.
“Um paciente nunca é apenas um número, um diagnóstico ou uma vaga em um hospital. Ele é o filho, o pai, a mãe, o irmão ou o amor de alguém. E é por essas pessoas que trabalhamos todos os dias”, afirmou.
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