Na manhã desta quarta-feira (05/08), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou uma operação voltada à apuração de fraudes eletrônicas praticadas contra uma instituição do setor de meios de pagamento. Durante a ação em Juiz de Fora, a Polícia cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão. O esquema criminoso movimentou cerca de R$ 14,5 milhões entre os anos de 2024 e 2025, resultando em um prejuízo estimado superior a R$ 7 milhões para a empresa lesada.
Apreensão de materiais e atuação integrada
Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes da Polícia apreenderam dois veículos, 11 telefones celulares, cinco notebooks, 52 cartões de pagamento, dois cadernos com anotações, R$ 740 em espécie, seis HDs, um cartão de memória e dois pendrives. Todo o material recolhido passará por análise pericial. Os trabalhos foram conduzidos em conjunto pelo Grupo de Atuação Especial aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber), pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), pela Promotoria de Justiça local e pelas Polícias Civil e Militar.
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Esquema familiar e simulação de vendas
As investigações apontam que o grupo criminoso era composto por integrantes de um mesmo núcleo familiar e empresarial. Os suspeitos utilizavam a estrutura de uma empresa própria para simular vendas presenciais com cartões de pagamento. O valor antecipado pela instituição financeira retornava para contas do próprio grupo, enquanto as parcelas futuras eram inadimplidas, transferindo todo o prejuízo à empresa vítima. O nome da operação remete ao circuito fechado criado no sistema financeiro para gerar liquidez sem lastro comercial.
FONTE/CRÉDITOS: MPMG
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